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quarta-feira, 2 de abril de 2014

O anti-vegano e as mentiras



Em homenagem ao dia 1º de abril, farei um post dedicado aos reis da mentira: os anti-veganos.

Antes de definir o que são os anti-veganos, é importante notar que existem dois tipos de pessoas que costumam combater o veganismo: o ingênuo e o anti-vegano.

O ingênuo é aquele sujeito que vai levando a vida sem pensar muito nas suas ações, vai fazendo o que todo mundo faz, acha certo o que todo mundo acha certo, acha errado o que todo mundo acha errado, e vai empurrando a vida de acordo com as suas conveniências. Nós crescemos e fazemos parte de uma sociedade obcecada por carne e laticínios, na qual o veganismo ainda não é muito conhecido. Nem todos tem conhecimento do quanto cada refeição contribui para causar danos aos animais e esse texto não é direcionado a essas pessoas. Eventualmente, o ingênuo é levado a pensar sobre direitos dos animais, talvez por ver um programa na TV ou por participar de uma discussão com os amigos, na net, etc. Por ter pensado em veganismo por no máximo 5 minutos na vida, o ingênuo se satisfaz com respostas superficiais e igualmente ingênuas, como "se leões matam, por que eu também não poderia?", "é a cadeia alimentar", "mas e as crianças passando fome? Preocupe-se com elas primeiro!", "Deus fez os animais para nos servir", etc. Percebam que o ingênuo usa sem cerimônia argumentos péssimos como esses apenas por um motivo: é um ingênuo!

Já o anti-vegano (também conhecido por alfacista ou carnista) é aquela pessoa que quando descobre que você é vegano, vegetariano e protetor dos animais, faz de tudo para tentar te mostrar que você é um bobinho ingênuo, sua vida é uma ilusão e todo o seu esforço é em vão, porque para ele as coisas devem continuar do jeito que estão e os veganos são uma pedra no sapato que precisa ser eliminada. Eliminada, humilhada, ridicularizada. O anti-vegano é um reaça de carteirinha, e como todo reaça que se preze, não tem nenhuma vergonha em ser falso, mentiroso, arrogante e cínico.

O anti-vegano não é ingênuo. Ele se informa sobre veganismo, entra em blogs anti-veganos, discute sobre veganismo ativamente, compartilha posts anti-veganos nas redes sociais, posta vídeos anti-veganos no youtube, tenta convencer os amigos e familiares que os veganos não passam de uns iludidos, entram em blogs veganos para trollar etc. O anti-vegano é quase um ativista, só que ao contrário. De ingênuos eles não tem nada.


Caso encontre um vegano bem informado pela frente, o anti-vegano pula de argumento em argumento durante o debate achando que descobriu a roda em cada um deles, passando por questionamentos como cadeia alimentar, proteínas, vida natural, hipocrisia e direitos das alfaces. A cada argumento que você desbanca, ele aparece com mais um "infalível", sem correlação nenhuma com o argumento anterior, e sem a mínima vergonha de ter falado besteira no argumento anterior. O anti-vegano usa a regra do "se colar, colou". Vai soltando argumentos completamente desconectados entre si na tentativa de, quem sabe em algum deles, deixar o vegano sem resposta. Aí ele ri ironicamente, enche o peito com ar de superioridade, e se dá por satisfeito. Dever cumprido. Venceu o vegano.

A quantidade de achismos e argumentos infundados é de dar inveja a mentirosos compulsivos. Eles são capazes de defender absurdos para não darem o braço a torcer. Começam dizendo, por exemplo, que a proteína animal é essencial à saúde humana e os animais precisam morrer para nos servir de alimento. Eles não são nutricionistas e estudiosos no assunto, mas querem te provar que seu veganismo é perigoso a saúde, assim ele pode comer carne até se entupir com a consciência tranquila. Tão logo você prova que a proteína animal não é necessária, de nutricionista ele passa para biólogo e aparece com o argumento da senciência das plantas. Segundo essas pessoas, é claro que as plantas sentem dor e sofrem. Se você come vegetais, causa sofrimento a eles, logo, o coerente é comer animais também, já que o saldo de sofrimento é o mesmo. Além de não existir lógica nessa argumentação, também não existem evidências para o que ele defende. Se nenhum desses argumentos colar, ele imediatamente pula para "sabia que a soja destrói a Amazônia?" ou qualquer outra besteira. O objetivo é vencer o debate. 

Como se não bastasse, o anti-vegano, além de PhD em biologia e nutrição, também acha que tem conhecimento em economia e é dotado de clarividência. Ele é capaz de afirmar que o sistema jamais irá mudar, mas caso o número de veganos aumente, os animais continuarão sofrendo e morrendo da mesma forma. Segundo o gênio, o número de animais abatidos continuará o mesmo proporcionalmente, já que os produtores irão preferir jogar a carne no lixo do que produzir menos. Eternamente. Acreditem , eu ouvi essa nesse domingo.... É de doer! Quando todos os argumentos são devidamente refutados, começa o festival de desculpas esfarrapadas e tentativas desesperadas de ganhar a discussão. Olham pro seu sapato, na tentativa de mostrar que é de couro, dizem que sua maquiagem é testada em animais, perguntam sobre as criancinhas que passam fome, falam que Hitler é vegetariano e mais outras afirmações infundadas.

Quando tudo falha, o anti-vegano diz que ética é arbitrária, que não existe certo e errado, o que existe são escolhas pessoais e vem com esse papinho de relativismo moral na tentativa de se justificar (e de te deixar sem resposta, claro). Aí quando você pergunta se o relativismo moral se aplica também a situações como escravidão, pedofilia, machismo e estupro em geral, o anti-vegano diz, sem um pingo de vegonha na cara "sim, não vejo problema em pedofilia. Eu acho errado, eu não faria, mas há sociedades onde isso é aceito e pra mim tudo bem". O anti-vegano não tem nenhum compromisso com lógica, honestidade intelectual, com a verdade. Ele fala a maior das mentiras se for necessário, defende o absurdo dos absurdos, apenas para não dar o braço a torcer e ganhar do vegano no debate.

Isso me frustra profundamente. Os carnistas são capazes de discutir com a calma de um monge budista contra o veganismo, como se o sofrimento dos animais fosse apenas teórico e inventado por veganos, como se o dano causado pela pecuária ao meio ambiente fosse hipotético. Eles riem e debocham quando veganos se emocionam com o sofrimento dos animais. Quando você tem conhecimento e admite que animais sencientes estão sofrendo a todo instante e que isso poderia acabar já, bastando as pessoas se preocuparem o suficiente, é difícil não discutir com veemência e um senso de urgência. E é revoltante ter esse sentimento ridicularizado porque outras pessoas estão apenas interessadas em ganhar uma discussão e satisfazer seus próprios desejos, custe o que custar.

Eu arriscaria dizer que alguns deles possuem um complexo de culpa. Apesar de saberem que são responsáveis por contribuírem para os impactos causados aos animais, ao meio ambiente e à saúde, não querem ser lembrados disso. Não querem e odeiam quando são, por isso nos odeiam tanto.

Eu poderia estender esse texto aos anti-feministas, anti-homossexuais, racistas, religiosos extremistas e reaças em geral, já que a proposta é a mesma. Eles estão no mesmo patamar de evolução. Essas pessoas falarão qualquer coisa para não admitirem que o correto é abrir mão da posição de conforto e privilégios em que vivem, para tentar mudar o mundo pra melhor.

Mudança é geralmente algo desconfortável para a maioria das pessoas. Sair da condição de explorador e abrir mão de certas coisas é ainda mais desconfortável. Para a maioria das pessoas, questionar crenças com as quais você cresceu e as escolhas que você fez durante toda a sua vida é algo muito grande para assumir. Algumas pessoas precisam de certo tempo e, infelizmente, outras pessoas sofreram tanta lavagem cerebral que elas nunca vão estar prontas para te ouvir.


Respostas curtas e diretas aos diversos questionamentos na aba "FAQ Veganismo".

sexta-feira, 14 de março de 2014

Motivos para não usar ingredientes de origem animal


O uso de substâncias derivadas de animais sempre foi muito comum em cosméticos e ainda hoje essas substâncias tem sido usadas com frequência pela maioria das empresas. Portanto não é nenhuma surpresa que uma empresa comece a usar óleo de tartaruga para produção de cremes alegando, sem vergonha alguma, que o lucro com esses cosméticos é maior que o obtido pela venda de carnes.

Todos sabemos que a indústria farmacêutica/cosmética está longe de ser o supra-sumo da ética, seja em relação aos animais ou aos seus consumidores. Não é raro ouvir que cápsulas contendo colágeno hidrolisado obtido através de ossos e cartilagens de animais trará benefícios à pele, induzindo o consumidor a estabelecer a relação enganosa: "o que sustenta a pele é o colágeno, logo se eu comer ou usar produtos a base de colágeno terei uma pele mais firme".

Acho que não preciso comentar sobre os casos em que os animais precisam morrer ou são explorados exclusivamente para a obtenção de um ingrediente, como é o caso do almíscar (extraído de uma glândula de um animal) em perfumes. Esses casos hoje são repudiados pela sociedade e seu uso é bastante restrito, como é o caso do óleo de baleia. Sempre vemos por aí que a lanolina obtida do sebo da lã de ovelhas é um bom umectante. Além desses ingredientes mais óbvios, ainda há aqueles "escondidos" como glicerina de origem animal, vitamina D3, ácido esteárico etc.

No entanto, a pergunta que mais se ouve é "vários ingredientes de origem animal seriam jogados no lixo caso não fossem utilizados, o que torna o uso deles ecológico e sustentável. Por que não usá-los então?". Dessa forma, vou argumentar contra o consumo de subprodutos animais, aqueles extraídos após o abate ou frutos de exploração para obtenção de laticínios e ovos.

Se o uso do produto principal não se justifica, os subprodutos também não. Se justificasse, então automaticamente está eticamente liberado o consumo de salsichas e mortadela, por exemplo, afinal elas são feitas com subprodutos da industria da carne. Os ingredientes desses produtos seriam jogados fora caso não fossem utilizados em salsichas.

Para ilustrar essa situação, considere a produção de perucas na época da segunda guerra mundial. Antes de morrer em campos de concentração, muitos judeus, homossexuais e ciganos, tiveram seus cabelos cortados para que fossem destinados à produção de perucas. Pergunto: se você tivesse que comprar uma peruca, iria comprar uma feita com cabelos de judeus mortos na época do nazismo? A morte dessas pessoas não era especificamente para obtenção de cabelos, muito menos era uma morte por motivos éticos, mas já que os cabelos iriam ser jogados fora mesmo, então seria correto comprá-los alagando uma pseudo-sustentabilidade? Mas os nazistas da época lucravam com a venda desses cabelos que pertenceram à pessoas que sofreram, assim como sofrem os animais destinados ao abate e produção de leite e ovos. Ou seja, não queremos fazer parte e financiar um processo que gera qualquer tipo de sofrimento, seja ele humano ou não humano.

Sei que muitas pessoas tentam justificar o consumo de algum produto animal alegando sustentabilidade ou qualquer questão ambiental. Mas sempre que a ética entrar em conflito com questões ambientais, a ética deve prevalecer. E já prevalece em várias situações. Por exemplo, do ponto de vista ambiental, manter humanos velhos vivos é péssimo. Gastam remédios, comida, água, gasolina, poluem das mais variadas formas. Do ponto de vista ambiental, a morte deles é melhor. Mas quem defende a morte de idosos alegando "sustentabilidade"? E quando tentamos salvar cães de rua? Gastamos remédio, ração, um monte de coisas... pra que? Certamente do ponto de vista ambiental cães de rua atrapalham muito mais do que colaboram. Cuidar deles também não ajuda em nada o ambiente. Por que não os matamos alegando questões ambientais, como redução de resíduos e de demanda de alimentos, água, remédios, etc? Não fazemos nada disso por um único motivo: ÉTICA! Dessa forma, é completamente incorreto utilizar produtos animais alegando questões ambientais. A ética deve prevalecer e matar animais para usá-los em produtos é anti-ético.

Também não acho correto dar dinheiro e incentivar empresas que lucram com a exploração de animais, afinal isso impede que novos produtos sejam criados para substituir os derivados de animais que são utilizados. Se há um produto derivado de animal com certa característica cosmética interessante e que tenha grande aceitação pelos consumidores, por que alguém iria investir na criação de um produto substitutivo? Pra substituir algo que todo mundo compra sem reclamar e que dá um dinheirão às industrias? Certamente isso não irá ocorrer. Se todo mundo aceitar as coisas como elas estão, as coisas irão permanecer como estão.

Acredite: cada grama de ingrediente obtido de animais gera um saldo positivo no lucro de pecuaristas. Comprar produtos que contenham ingredientes de origem animal apoia a indústria da carne da mesma forma que a própria carne. Cada centavo gasto com esses produtos é um voto de aprovação à essas indústrias exploradoras de animais. Comprando produtos veganos, a demanda será para que empresas continuam produzindo produtos isentos de ingredientes de origem animal.

Outra afirmação bastante comum de quem defende esses subprodutos é que "o uso de tais produtos é legalizado e autorizado pelo Ibama. Então qual o problema?" Essas empresas que usam tartarugas em cosméticos lançam mão desse argumento na propaganda dos seus produtos. Obviamente o objetivo é tranquilizar a consciência dos consumidores, induzindo-os a pensar que se as leis permitem e o Ibama aprova, então tudo bem, podem comprar à vontade!

Infelizmente há uma diferença abismal entre lei e ética. Você pode criar um porco em uma jaula minúscula, castrá-lo e extrair todos os seus dentes sem anestesia, separar mãe de filhotes, no final matá-lo com uma facada no pescoço enquanto o observa gritando desesperado, e ainda assim estará 100% de acordo com a legislação brasileira. O Ibama também não se opõe a essa prática.

Somos bastante críticos em relação à cultura dos outros ou às atitudes dos nossos antepassados, mas somos incapazes de questionar a sociedade em que vivemos. Achamos um absurdo os canadenses matando focas a pauladas, repudiamos os japoneses caçando golfinhos e baleias, concordamos que nossos antepassados erraram ao escravizar pessoas, mas nos sentimos confortáveis e com a consciência limpa ao matarmos e comermos um porco, ao usar cosméticos com óleo de tartaruga, afinal se todos na nossa sociedade hoje fazem isso numa boa, e se as nossas leis atuais permitem, então não deve haver nenhum problema, certo? Errado. As pessoas tem dificuldade em perceber os erros e injustiças da nossa sociedade. Outros povos até que erram, mas "não nós".

Não se enganem. Esses produtos não são éticos, mesmo que as leis, as propagandas, os órgãos governamentais, os seus amigos, aquele ator ou cantor que você tanto gosta te diga o contrário.

Empresas que utilizam óleo de tartaruga: Abelha Rainha e Cotomi

 

Para saber a lista de ingredientes de origem animal, veja aqui.
Para saber sobre algumas empresas 100% veganas, clique aqui.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resoluções para 2014

Sei que isso pode soar um clichê meio ridículo, mas penso que uma lista de resoluções pode ser inspirador para algumas pessoas, principalmente quando percebemos que temos vários pontos a melhorar. Fazer listinhas do que podemos cumprir é bom porque, apesar da informalidade, funciona como um comprometimento pessoal.


1. Apadrinhar animais


Escolha uma ONG de confiança da sua cidade e faça doações mensais com qualquer valor que sentir confortável financeiramente. Caso ainda não tenha condições, é possível ir à ONG uma vez por semana, brincar com os animais, dar um passeio com os peludos, ajudar a dar banho, doar medicamentos e brinquedos etc. É possível também ser voluntário em feiras de adoção, mas eu, pessoalmente, fico um pouco incomodada de ver o cachorro mais gente boa do mundo ser adotado por alguém que foi à feira a procura de um cão de raça. Tem que saber lidar com essas pessoas. Existem também ONGs que ajudam cavalos resgatados de carroceiros, animais silvestres e animais resgatados de abatedouros. Exemplos de algumas das ONGs: Natal Animal, Chicote Nunca Mais, Cão Viver, Asas e Amigos.


2. Consumo mais consciente


Muitas vezes compramos coisas que não precisamos e que não serão úteis nem a longo prazo, movidos apenas pelo impulso do momento. Quando nos damos conta, essas coisas vão parar no fundo da gaveta e ficarão esquecidas eternamente. O perigo é quando associamos o ato de comprar com alívio de uma frustração e o sonho de uma viagem ou a compra de uma casa, por exemplo, ficam mais distantes. Sem contar que cada vez que compramos algo inútil, estamos contribuindo para o excesso de resíduos e impactos ambientais com matérias-primas. É claro que eu não vou ser hipócrita de dizer que só comprarei o necessário e cortarei todos os supérfluos... somos seres humanos e temos diversas fraquezas. Alguns produtos realmente nos fazem sentir melhores. Quem sou eu para dizer a alguém que não compre algo. Mas vamos pensar 20 vezes antes de comprar e nos perguntar se precisamos mesmo daquilo ou se é só uma vontade passageira. Tente se segurar e comprar uns 2 dias depois de pensar bem. Vamos tentar valorizar mais o que já temos e fazer escolhas mais conscientes. Além disso, sempre que possível, é bom esvaziar as gavetas e fazer doações. Menos é mais.



3. Priorizar empresas éticas/veganas/vegetarianas



Essa provavelmente não seria uma resolução de 10 anos atrás. No entanto, atualmente surgem cada vez mais empresas preocupadas com o meio ambiente e com os animais que não tem mais desculpa. Descobri há pouco tempo várias lojinhas e empresas veganas no Brasil, não só marcas e lojas físicas, como lojas virtuais que entregam em todo o Brasil. Por que não valorizar e prestigiar lojas e empresas veganas ao invés de comprar de grandes empresas que lucram cada vez mais às custas da exploração de animais (humanos e não humanos)?


4. Priorizar os orgânicos



Não é bizarro se deparar com frutas cobertas por uma película esbranquiçada de agrotóxico? Recentemente uma pesquisa da Anvisa revelou que no Brasil alguns alimentos possuem mais agrotóxicos que o limite permitido para saúde humana. Acho que eu nem preciso citar os malefícios dos agrotóxicos à saúde e ao meio ambiente. Infelizmente os produtos orgânicos com certificado ainda não recebem subsídios do governo brasileiro (como ocorre na Europa, por exemplo) e o preço acaba pesando no bolso. A solução mais barata é comprar os alimentos críticos que possuem agrotóxicos muito acima do permitido como pimentão, cenoura, morango, pepino, alface, tomate, abacaxi etc. com certificado orgânico e comprar em feiras orgânicas. Veja a lista de feiras orgânicas em sua cidade aqui. Ter uma hortinha em casa também vale a pena.


5. Educar pessoas 


A única maneira de salvarmos os animais (objetivo do veganismo) é aumentando cada vez mais o número de veganos. Mas como aumentar o número de veganos? Educando! Ninguém nasce vegano ou carnista. Ninguém nasce achando que cachorro de raça tem valor, que vira-lata é lixo, que porco e boi são comida, que cavalo é pra puxar carroça, que gato é fofinho e animal de companhia... isso tudo é ensinado! Se somos ensinados a não sermos veganos, podemos ser ensinados a sermos veganos.

Se o objetivo do veganismo for limpar a consciência de cada um apenas, seja vegano e ponto final. Se o objetivo for salvar animais, vire vegano e eduque as pessoas com quem você convive! Educar não significa necessariamente ativismo em avenida, como o Veddas faz (nada contra, diga-se). Educar pode ser conversar com as pessoas da família, amigos e conhecidos. A única coisa que um vegano não deve fazer é ficar calado achando que veganismo é mera opção individual, cada um na sua, e contanto que você esteja fazendo a sua parte, tudo bem.

Resolução pra 2014: sair do mundinho particular, parar de ter vergonha, de não querer incomodar e educar mais as pessoas.

6. Evitar calorias vazias (açúcar e frituras)


Esse ano eu engordei um pouquinho por pura fanfarronice. Venho percebendo que sou viciada em açúcar. Lendo a respeito, encontrei algumas pesquisas como essa, que sugerem que alimentos ricos em açúcar e frituras causam efeito similar ao da cocaína no cérebro. A melhor forma de evitar esse vício é diminuir aos poucos. O paladar se adapta com o tempo, mas o organismo às vezes parece exigir! Como eu odeio o gosto de adoçante, prefiro não adoçar sucos, chás e café. Depois do almoço, procuro comer tâmaras, frutas secas, sorbets e chocolates sem açúcar. O grande desafio é tentar exorcizar essa pessoa que mora dentro de mim e aparece de tempos em tempos com uma vontade alucinante de atacar batata frita, sorvetes e chocolate!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Presentes veganos para homens

É tão difícil dar presente para homem! Eu acho super complicado.

Veja algumas dicas de presentes veganos para todos os bolsos:


1. Carteiras  de material sintético


Será o Benedito - R$55,00

Canna - R$130

2. Cintos de material sintético


King 55 - R$41,00

Vegano Shoes - R$19,90

3. Calçados de material sintético



Vegano Shoes - R$119,90

Derby Masculino
Ahimsa - R$196,00


Madbull - R$129,90 (somente alguns modelos são veganos. )

4. Livros



Extra - R$26,60

5. Perfumes

Phebo - R$127,00


Phebo - R$27,00


Feito Brasil - R$28,00


6. Cosméticos

Feito Brasil - R$22,00

Sapien Gel Modelador
Surya - R$16,40



Multivegetal - R$14,90


7. Gravata de material sintético

King 55 - R$88,00


8. Chinelo

Vista-se - R$39

9. Acessórios
Chaveiro com 3 pingentes
Adote um gatinho - R$15,00


Caneca


Patinhas on line - R$22,00

Veddas - R$20,00

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sugestões de petiscos veganos para cães

Imagem: Flick/CC - Cathyse 97

Meus cães deixaram de comer carne, laticínios e ovos há 6 anos. Desde então as opções petiscos de comerciais ficaram um pouco restritas. Quem gosta de ensinar truques e adestrar sabe que dar petiscos é essencial. Dar pão de vez em quando tudo bem e eles adoram, mas dar sempre não é muito saudável nem nutritivo. 

Ultimamente tem sido lançados alguns petiscos veganos no mercado, mas como não são super baratos, o jeito é fazer receitinhas de petiscos saudáveis e veganos para eles. 

Receita de petisco que foi super aprovada:

- 6 colheres de sopa de farinha de trigo
- 6 colheres de sopa de farinha de trigo integral
- 4 colheres de sopa de óleo vegetal
- 2 colheres de aveia em flocos
- 2 colheres de farinha de milho ou fubá
- 1 xícara de PTS (proteína de soja texturizada) triturada no liquidificador
- 2 bananas grandes e maduras amassadas

Misturar tudo e se achar que ficou muito seco, adicionar mais farinha ou se ficou muito úmido, adicionar água. Fazer bolinhas em formato de cookies ou modelar do jeito que preferir. Assar no forno pré aquecido em um tabuleiro untado até dourar e ficar crocante.

Deixo também algumas sugestões de alimentos vegs para cães:


- Adivita (Vitaya) - Biscoito vegano, orgânico e sem aditivos químicos como conservantes, corantes e aromas artificiais. Para saber onde vende, entre em contato pelo Facebook da empresa.

- Procão. Biscoitos sortidos produzidos artesanalmente.NÃO É MAIS VEGANO!!

- Ração Fridog Vegetariana Super Premium. Em BH eu compro na loja Império da Ração e o pacote de 25 kg custa R$192. Entregam em casa e se comprar 6 pacotes de uma vez, ganha 1 grátis! Caso ache caro, vale a pena misturar a ração com farinha de soja, arroz e legumes.

- Soja PTS crua. Cachorro e gatos adoram soja!! Não é atoa que soja é o principal ingrediente de todas as rações.

- Pet Palitos da Organnact (só o verde não tem insumos de animais)

- Krocão Biscoitos integrais veganos. Vende nesse site.


* Observações para quem é contra a alimentação vegana para cães.

1) Para quem acha que alimentação vegetariana não é natural: pra começo de conversa, dar ração (mesmo a com carne) já não é natural. Deixar o cachorro dentro de apartamento e casa não é natural. Dar banho com shampoo não é natural. Passear na rua com coleira não é natural. Portanto usar a falácia naturalista não cola.

2) O paladar dos cães não é tão apurado como o de humanos. As papilas gustativas deles são menos complexas que as nossas. De qualquer forma, a ração vegetariana tem ótima receptividade entre os cães quando comparada com outras de carne. Para ilustrar: quando introduzi a Fri Dog Vegetariana, eles comeram assim que eu coloquei na vasilha, sem nem ficar cheirando e fazendo cara feia. E o mesmo acontece quando dou a ração para um cão desconhecido na rua.

3) Cães são onívoros como os humanos e precisam de determinados aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais. Se uma ração vegana suplementada supre 100% das necessidades nutricionais de cães, ou seja, não haverá nenhuma deficiência nutricional, qual o problema de dar ração vegana? 

4) Geralmente rações feitas de carne levam o resto do resto do resto de carne. E há alguns estudos que correlacionam o consumo de rações com o aumento da incidência de câncer.

5) Não há nenhum artigo científico que seja contra alimentação vegetariana para cães. Na verdade, alguns até a indicam para cães com problemas de saúde. Se fosse deficiente de nutrientes não seria nem indicada!

6) Os veterinários mais sérios não veem problema algum em dar ração vegetariana para cães.

7) Submeter animais de abate às mais diversas crueldades para alimentar um outro animal, que possui basicamente as mesmas características mentais: demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento, não parece fazer muito sentido.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Produtos Veganos Le Bidou para Cães


Aproveitei que estava em São Paulo(<3) e dei uma passadinha na feira de produtos naturais e orgânicos - Bio Brasil Fair/Natural Tech que aconteceu no dia 30 de junho. Aproveitei que as marcas estavam dando super descontos e acabei comprando umas coisinhas.

A marca J'adore Mes Amis estava com um stand super fofo e um cartaz com uma frase abolicionista do Gary Francione bem interessante. A proprietária (simpatissíssima) me apresentou o shampoo e máscara para cães de Tea Tree da Le Bidou. Disse que os produtos não são testados em animais e os ingredientes são 100% veganos. Além disso não contém parabenos, silicone, corantes artificiais, methylchloroisothiazolinone, methylisothiazolinone e petrolato ou petrolatum, que são agressivos a saúde e normalmente são causadores de alergias.

O óleo essencial de tea tree (melaleuca) presente nos produtos tem a capacidade de espantar pulgas. Mas não é aconselhável aplicar o óleo essencial diretamente no cachorro, já que a concentração é altíssima e pode intoxicar o seu amigo. Portanto deve ser devidamente diluído. Para leigos em OEs, o ideal é comprar produtos prontos mesmo.

É uma pena que a maioria dos produtos destinados à cães e gatos sejam testados em animais. Torturam uns e salvam outros. Lamentável! Ainda bem que estão surgindo alternativas cruelty free.

Quanto ao resultado, amei os produtos!! Minhas 5 fofuras aprovaram! O cheiro é suave e não agride o olfato sensível dos peludos. A máscara é uma maravilha para cães com pelos compridos. Tenho uma SRD de pelo bem comprido e se não usar um creme depois do shampoo, embola mesmo. A máscara com manteiga de cupuaçu ajuda a evitar esses bolos e deixa o pelo muito macio e brilhante.

Comprei também um spray de tea tree para amenizar odores e espantar pulgas no período entre as lavagens. O cheiro é bem suave!

O shampoo e a máscara custam R$32 cada (500 ml) e com o cartão do Vista-se, dão desconto de 20%. A compra saiu muito barata por causa dos descontos duplos (feira + cartão).

Para os sortudos que moram na cidade maravilhosa (São Paulo), no dia 14 de julho estarão com um stand no Bazar Vegano. Vale a pena conferir!


Pepe aprova!

Pelo macio, cheiroso e brilhante!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quer se Tornar Vegana(o)? 5 Dicas!


Então você está pensando: "essa coisa de ser vegan parece legal, talvez seja hora de dar uma chance".

Eu digo: parabéns! Você vai adorar o seu novo estilo de vida ético - porque o veganismo é um estilo de vida, não uma dieta. Ser vegano é um modo de vida que se estende muito além do que você come. Ser vegano é tentar o seu melhor para evitar participar de qualquer prática que cause sofrimento nos animais - é uma questão de respeito e compaixão pelos seres sencientes e pelo meio ambiente. Pelo menos é assim que eu vejo.

Quando me tornei vegana há pouco mais de 5 anos, eu aprendi tudo muito rápido, mas tem sido uma jornada. Eu ainda estou aprendendo a cada dia e estou tão longe de ser perfeita - de vez em quando tenho dúvidas e me permito errar. Eu valorizo ​​os pequenos deslizes, porque eles me ensinam e me ajudam a crescer. Ser vegana é uma das melhores decisões que já tomei e eu tenho certeza que serei vegana por toda a vida. Você ficaria surpreso com o quão pouco perde e o tanto que você ganha sendo vegano.

Aqui estão algumas das principais dicas para a transição ao veganismo:


1. Dê um passo de cada vez.

Embora eu já tenha ouvido muitas histórias de sucesso sobre pessoas que viraram veganas da noite pro dia e admiro muito elas, para mim, pessoalmente, foi uma transição gradual. Meu primeiro passo foi trocar o leite de vaca por leite de soja ou de aveia. E substituir os iogurtes de leite pelos iogurtes de soja (como os da linha Naturis da Batavo, por exemplo). Além disso tirei os ovos do cardápio. Quem é que adora ovo?? Na minha opinião, ovos são completamente dispensáveis e foi muito fácil ficar sem ovos. Acho que ninguém fala: "hmm... amo ovo, estou com desejo de comer ovo hoje". Talvez receitas de bolos sem ovos tenham que ser adaptadas, mas receita de bolo sem ovos é o que não falta na internet. O próximo passo foi comprar só chocolates sem leite. E é tão fácil, porque existe uma variedade de marcas com chocolates muito gostosos (Olvebra, Tri Gostoso, Cacau Show Sem Lactose, Harald Meio Amargo, Lindt 70% Cocoa etc). Em seguida eu substituí meus cosméticos pelos não testados e depois estava sendo quase 100% vegana. A questão mais difícil foi largar o queijo. Quando ia em pizzarias, pedia ao garçom pizza vegetariana sem mussarela (me certificando que a massa era sem ovos e leite) e levava um preparado de queijo vegetal para colocar em cima da massa hehe. Tem tanto Tofu Cream, Mandiokeijo, requeijão de soja e receitas de queijo vegetal por aí que a fissura por queijo fica bem controlada. A transição para o veganismo não é fácil, mas sair do papel de explorador nunca é fácil.


2. Não se culpe e lembre-se que você é vegano, mesmo se sair da linha.

Eu confesso: eu às vezes erro. Isso não quer dizer que eu peço queijo no sanduíche quando saio. Significa que eu compro produtos que, mais tarde, descubro que tinham por exemplo leite neles e não jogo fora (eu os consumo mas simplesmente não volto a comprá-los novamente). Eu também uso alguns produtos de beleza não-veganos que eventualmente recebo de brinde. Jogar os produtos fora me parece um desperdício. Isso não me faz menos vegana. Na minha opinião, o veganismo é o esforço, a escolha, a dedicação. Não é sobre uma pequena porcentagem de vezes que erramos que iremos estragar tudo.


3. Obtenha suporte pela internet e leia livros sobre veganismo/consciência animal.

A maioria dos meus conhecimentos veganos vem de blogs, fóruns do Orkut/Facebook e livros sobre veganismo e consciência animal. Blogs como o "Cantinho Vegetariano" tem receitas incríveis. Sites como o "Gato Negro" e "Guia Vegano" tem também dicas valiosas. O "Vista-se" é o maior portal de veganismo e certamente terá a resposta para quase todas as perguntas sobre veganismo. Tem a revista Vegetarianos que aborda muitos assuntos legais sobre saúde, nutrição e restaurantes por todo o Brasil. Os livros do nutrólogo Eric Slywitch são também muito explicativos. Eu não assisti todos os documentários ("Terráqueos", "A Carne É Fraca", vídeos de crueldade da Peta etc) - eles realmente me deixam muito, mas muito mal e eu já sei o que acontece, não acho que realmente precise ver mais eles. Assisti uns trechos de Terráqueos e todo o horror envolvido no tratamento dos animais foi o suficiente para eu pensar nele durante dias e noites. Eu sou grata por livros e filmes como esses, mas eu prefiro a abordagem "vamos fazer a nossa parte e viver uma vida sem crueldade com tofu defumado, frutas, hortaliças e chocolate sem lactose?" Mas saber o que realmente se passa em abatedouros e "ao ar livre" das fazendas é uma obrigação. Conheça os fatos.


4. Preste atenção na sua alimentação.

Esse é um ponto importantíssimo. Eu nunca me importava com a minha alimentação antes de virar vegana, mas de um tempo pra cá passei a estudar bastante sobre nutrição (fiz até umas matérias isoladas no Departamento de Nutrição por curiosidade) e sei exatamente quando não devo desleixar. Não deixo de tomar vitamina B12, apesar de ser facilmente encontrada em alimentos fortificados industrializados. Outros ajustes que eu fiz: eu não tomo café ou chá verde após o almoço ou jantar, pois a cafeína impede a absorção de ferro. Me obrigo a ingerir uma fonte de vitamina C através de suco de laranja, acerola ou mesmo tomates para melhorar a absorção de ferro. Eu sempre me certifico também de que há proteína em cada refeição - leite de soja, amêndoas e castanhas no café da manhã, pasta de grão de bico com tahine (hommus) no lanche, feijão, arroz e verduras, como brócolis e couve no almoço e assim por diante. Eu tento trocar macarrão, pão branco e arroz por integrais. Mas isso é opcional. Eu também adoro frutas e tento comê-las várias vezes ao dia. Outros alimentos que considero valiosos: quinua, linhaça, gergelim e tofu. Se possível, leia livros do nutrólogo Eric Slywitch: "Virei Vegetariano e Agora?" e "Alimentação Sem Carne".


5. Saiba responder os questionamentos que farão à você.

Muitas pessoas me perguntam com frequência se eu não tenho dó de alface, se não podemos dar uma vida de bem estar aos animais de abate - o famoso bem estar animal e o abate humanitário(?), que veganismo é radicalismo e qual é o problema dos ovos e laticínios. Saiba responder com convicção a essas e outras perguntas. As respostas para essas e outras perguntas podem ser facilmente encontradas no FAQ do Vista-se. Tenho um outro FAQ na aba do blog que aborda algumas dessas perguntas.


Então é isso - o início de sua nova vida vegana saudável! Como eu disse, eu estou longe de ser uma especialista, mas essas 5 dicas me ajudariam em minha jornada. Eu amo saber que as minhas ações estão de acordo com as minhas convicções - nada tem um gosto tão bom quanto saber que não está patrocinando a crueldade.

Se você tem mais dicas, sinta-se livre para compartilhá-las nos comentários!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Camisetas Que Ajudam Animais

Às vezes me sinto tão impotente com tanta crueldade que vemos com animais, que parece que só me resta revolta e tristeza. No entanto, acredito que podemos fazer um trabalho, mesmo que de formiguinha, para ajudar da forma que nos é possível. Além de evitar ao máximo o uso e consumo da exploração animal (carne, laticínios, ovos, vestimentas e cosméticos), existem várias maneiras de ajudar animais, como:

- Fazer doações à ONGs de sua preferência
- Adotar animais sem raça definida
- Ser voluntário
- Disponibilizar um lar temporário
- Educar as pessoas sobre respeito a animais de rua
- Apadrinhar um animal de ONG
- Divulgar informações sobre exploração animal

Algumas ONGs também possuem produtos (camisetas, calendários etc) cujo valor de venda é revertido à campanhas e ao cuidado de animais. E também não podemos nos esquecer que somos vitrines ambulantes! É engraçado ver as pessoas olharem pra camiseta e ler a mensagem. Alguns exemplos de camisetas:


http://www.lojaanimi.com


http://www.patinhasonline.com.br