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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bolsa vegana social da La Loba


Sabe quando você vê uma coisa e pensa: "é a minha cara!". Foi assim que eu senti quando vi essa bolsa. Primeiro, porque amo preto! E depois ela é linda, clássica, combina com meu estilo e é do tamanho ideal para caber várias coisas (nem tão grande nem tão pequena). E o mais legal é que a marca levanta a bandeira do veganismo!

Na parte interna existem 3 divisões, sendo 1 com zíper. Ideal para colocar o celular e chaves (o que é pior que "pescar" chaves e celular numa bolsa cheia de tranqueiras?!)


Ela é estruturada em material sintético de excelente qualidade e o acabamento é impecável. O detalhe étnico e o zíper trabalhado em dourado completam o design das bolsas que pertencem à coleção inspirada na pintora mexicana Frida Kahlo.


A La Loba trabalha apenas com material sintético e elas são produzidas no Brasil. Aliás, a motivação da empresa é essa explicada pela proprietária:
"Por que é uma marca vegana?
Por Amor! Somos contra qualquer ação que traga dor, abuso, maus tratos, exploração e morte de animais. Tenho convicção de que é perfeitamente possível criar peças lindas, sustentáveis, duráveis e com design inovador, usando materiais alternativos e livres de crueldade."
"Como a marca colabora com os direitos dos animais e a proteção deles?
Procuramos conscientizar as pessoas de que os animais não precisam ser sacrificados em nome do desejo de estar bonita, de se vestir bem, ou de estar “na moda”. Afinal, tudo isso é perfeitamente possível a partir do uso de materiais alternativos, sem sacrifícios e sem crueldade."


Particularmente acho que ela fica super charmosa em produções mais casuais e também combina com ambientes mais formais de trabalho. Ela é versátil e me pareceu ter ótima durabilidade para o dia a dia.

Acredito que bolsas como essas sejam capazes de quebrar o preconceito existente de que bolsas e sapatos veganos são cafonas, sem design atraente e de baixa qualidade.

Foto super profissional, só que não!

Esta bolsa e mais outros modelos podem ser encontrados na loja virtual da La Loba. A Mayara do Vegetariamo comentou sobre um outro modelo neste post.

O preço atual dela é de R$289 e na página do Facebook estão sempre anunciando promoções. Em breve será lançada uma nova coleção!


A bolsa foi enviada pela marca para resenha no blog. As opiniões do post são 100% honestas.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Bolsa e bracelete ecológicos da Santi Martin



Aproveitei o desconto que a Santi Martin ofereceu há algumas semanas e comprei uma bolsa e um bracelete feitos em material reciclado de câmaras de ar, dessas que são usadas em pneus de bicicletas, motos, carros antigos etc.

Como não são biodegradáveis, a borracha das câmaras de ar acaba contaminado a natureza, permanecendo por centenas de anos. A ideia de usar esse material para produzir bolsas e acessórios é muito legal. O que me atraiu também foi o fato de ser um material extremamente resistente (sou dessas que joga bolsas de forma não delicada e muitas acabam danificando).

O nome desse processo é o Upcycling, o qual transforma resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade. Utiliza materiais no fim de vida útil na mesma forma que ele está no lixo para dar uma nova utilidade. Ao contrário da reciclagem, que usa energia para destruir a forma e então transformar em algo novo.



Achei a bolsa super bonitinha para ir em shows, barzinho etc. Apesar de ser pequena, cabe minha carteira, celular, makes e minha câmera.

Aproveitei para comprar o bracelete que estava com desconto. Ele tem um estilo mais rock'n'roll, perfeito para ir em shows!


A bolsa custou R$80 e o bracelete R$15. As peças não estão mais com desconto, mas de vez em quando aparece uma promoção divulgada na página de Facebook da Santi Martin. A loja aceita também o cartão do clube do Vista-se.

Achei esse vídeo explicando sobre a produção das bolsas para quem teve curiosidade.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Marcas de Bolsas Veganas Nacionais

É possível uma bolsa de couro sintético ser bonita e durável? Definitivamente sim. Sou dessas que joga as bolsas sem o menor cuidado no carro, no chão... não sou muito cuidadosa! Elas são todas feitas em material sintético e nenhuma soltou pedaço, como muitos podem pensar. Ou seja, as bolsas não precisam ser de couro animal para serem resistentes. No entanto, nem toda bolsa de material sintético é de boa qualidade, principalmente as fabricadas na China.

E por que não comprar bolsas de couro legítimo? Falei da questão ética envolvida na produção de couro neste post.

Conheçam as marcas com modelos lindos que eu selecionei de bolsas feitas com material 100% sintético, isentas de qualquer material de origem animal:

Vegano Shoes

A empresa é 100% vegana e produz calçados e acessórios artesanais produzidos manualmente com materiais sustentáveis. 

Vendidas na loja virtual e na Dafiti







Chenson

É também uma marca de bolsas 100% sintéticas. Tenho uma que é de ótima qualidade. Vende na Passarela e Dafiti.





King55

Segundo a marca, os acessórios da King55 não se utilizam de qualquer produto de origem animal. Além disso, sustentabilidade é algo que está no DNA da marca desde sua fundação.
Há uma loja física em São Paulo e uma loja virtual.




Ahimsa


A empresa é 100% vegana e para a produção dos produtos não utiliza materiais que degradam o meio ambiente. Trabalha com materiais biodegradáveis e recicláveis. Possui loja virtual.
Bolsa Feminina

La Loba

Descrição no site: "La Loba é uma marca de bolsas e acessórios Veganos, ou seja, não trabalhamos com couro animal e nenhum derivado de origem animal, nossos materiais são sintéticos e ecológicos. Acreditamos no uso de materiais alternativos e de qualidade para preservara vida! .

Nosso trabalho é artesanal, produzido em poucas quantidades, resultando na exclusividade das peças. Cada detalhe é sentido de forma a levar a você, mais do que um acessório, uma obra de arte." 

http://www.laloba.com.br/ 

Resenha da minha bolsa linda da La Loba nesse link.





Barauma

Segundo a descrição do site: "Nós somos uma marca animal friendly. Ou seja, não são utilizadas matérias-primas de origem animal. Acreditamos que é possível usufruir o melhor que a moda possa oferecer sem que os animais estejam envolvidos nesse processo! Por isso fabricamos e comercializamos peças livres de crueldade! 

Além disso, como marca vegana, a Barauma é extremamente preocupada com seus processos e materiais para que tenham um baixo impacto ambiental! Por isso utilizamos impressão certificada e parte da matéria-prima é feita de 100% garrafa pet!"

Vendidas na loja virtual

Maduu
Segundo a descrição do site da empresa: "Somos uma marca vegana que produz acessórios com qualidade e livre de crueldade animal, sempre buscando novas possibilidades e alternativas que agridam menos o nosso planeta."

Os produtos podem ser encontrados na loja virtual.



Nicole Lee

A empresa tem certificação vegan da Peta e todos os produtos são veganos.

Segundo o site: "A marca Nicole Lee está sediada em Los Angeles e vem dominando o mundo da moda desde 2004. Seus modelos com design único e inovador, vem conquistando mulheres do mundo todo. A cada coleção a marca surpreende com cores, estampas e exclusividade.

Podem ser encontradas na loja virtual.




Nicole Bustamante

Segundo a criadora da marca, "as estampas são produzidas de forma artesanal, praticamente toda ilustrada a mão e produzidas com todo o cuidado em pequenas quantidades por coleção. É vegan-friendly. As peças são produzidas com materiais sintéticos e não contém produto de origem animal. Houve preocupação em trabalhar com empresas e pessoas que atuam de forma ética e correta com seus funcionários. É uma marca 100% brasileira em todas as etapas. Desde o processo criativo até o produtivo da marca."
Endereço: Rua São Miguel 86 - Bela Vista (travessa da Frei Caneca) em O Porão em São Paulo e loja virtual.




OBS: Seja com essas marcas ou outras, o importante é sempre verificar a etiqueta antes de comprar. 





terça-feira, 30 de abril de 2013

Sugestões de Looks para Show

Quem vai no show do vegetariano mais querido de todos os tempos? o/

Eu comecei a ouvir Beatles quando era ainda um feto e agora que o Paul McCartney fará um show em BH,  não poderia deixar de ir!

Aproveitando o evento, selecionei algumas sugestões de roupas e acessórios para quem costuma ir em shows. Todos acessórios são sintéticos, claro. No final da imagem mostro os links das lojas.

#1 Boho Chic

Jaqueta marrom Pop Touch | Bota Western Cowboy | Camiseta Records | Bolsa Pink Connection | Cinto FiveBlu



#2 Básico

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Couro, Couro Sintético e Couro Ecológico



Como todos sabem, o couro é a pele de um animal tratada quimicamente. Apesar de ser um material forte e resistente há questões éticas e ambientais envolvidas no uso do couro, como a matança de animais e a poluição causada pelos resíduos químicos usados para tratar o couro (muitas vezes eles são nocivos ao meio ambiente).

Antigamente o couro tinha como finalidade proteger contra o frio. Hoje o couro legítimo é tido como uma matéria prima de boa qualidade, durabilidade e por isso, é considerado um produto nobre. As pessoas compram produtos feitos de couro por um motivo "nobre", por acreditarem indubitavelmente serem de melhor qualidade. Além de tudo, muitas pessoas pensam que se o animal foi morto de qualquer forma para que sua carne fosse consumida, que seu couro também fosse aproveitado.

No entanto, cerca de 20% do preço de um bovino se deve ao couro. Ou seja, apesar de ser considerado um subproduto, o couro rende bastante aos pecuaristas. Não adianta dizer "ah, mas isso é subproduto daquilo, então vou comprar". Se for assim, vegetarianos poderiam comprar salsicha e mortadela, que são subprodutos da indústria da carne. Ninguém mata o boi pra pegar os testículos, o cérebro e os ossos. Isso é o resto, o subproduto. O objetivo ao se matar um boi é pegar a picanha, o filé mignon... salsicha é subproduto, então não há problema em comer? Picanha maturada custa R$50/kg (ou mais), salsicha de miúdos custa, sei lá, R$3,50/kg. Se o produto principal não justifica, o subproduto também não.

A cada vez que damos dinheiro a pecuaristas e pessoas que lucram explorando animais, estamos incentivando e patrocinando esse ciclo de que animais devem ser considerados matéria-prima. O problema está em relacionar um animal senciente a um produto. Produtos de origem animal são anti-éticos e não há salvação quanto a isso. Se não usamos cadáveres de pessoas e cães alegando argumentos de sustentabilidade ("já que vai pro lixo mesmo...", por que usar o couro de outros animais deveria ser correto?

Pense que a carne pode ser subproduto do couro! Há um documentário produzido pela PETA sobre bovinos na Índia sendo criados especialmente para virarem couro de grifes famosas. Esses bovinos eram muito maltratados porque não podiam ter nenhum arranhãozinho para não atrapalhar o couro, por isso ficavam confinados durante TODA uma vida. É ilusão achar que todos na Índia respeitam as vacas. Também pudera, tem marca que cobra US$2000 dólares por uma bolsa! Não existe picanha que seja mais lucrativa que essas bolsas e sapatos de grife. Mesmo as marcas brasileiras, algumas vendem sapatos acima de 500 reais. Se colocarmos na balança, produzir sapatos pode ser mais lucrativo que carne, então quem é subproduto de quem? Recomendo a leitura: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2008/aug/27/ethicalfashion.leather

Quanto à questão ambiental, o processo de fabricação do couro consiste em transformar peles descartadas pelos frigoríficos em “tecido” para roupas, móveis e outros itens. Neste processo, toneladas de litros de agentes químicos e corrosivos são utilizados - são mais de 90 produtos usados na indústria do couro (como o Cromo III) e, quase sempre, vão parar no meio ambiente sem qualquer cuidado com o descarte, muitas vezes depositado em aterros sanitários, esse material com potencial tóxico se decompõe e contamina o meio ambiente. Tem muito curtume descumprindo as regras e lançando os restos tóxicos diretamente no curso d’água. Isso sem o contar impacto ambiental, a cadeia produtiva como um todo, e não apenas o produto final. Tem que colocar na balança o combustível do transporte, as florestas desmatadas para pasto, a quantidade de água potável usada e a poluição toda gerada durante o processo.

Como o couro sintético evoluiu muito ao longo dos últimos anos, ele praticamente perdeu aquela característica de material de plástico, como era no passado. Quando se fala em sintético ainda existem consumidores que tem ideia de que é um material de plástico e pouco resistente. Felizmente o avanço da tecnologia proporcionou o desenvolvimento de materiais alternativos equivalentes ao couro natural bovino, possuindo em alguns deles, vantagens em relação ao couro. Não tem mais essa de que couro sintético é necessariamente sinônimo de porcaria. 

Dentre os materiais alternativos, o couro sintético pode ser feito de:

- O polietileno tereftalato, conhecido pela sigla PET, é uma resina de polímero termoplástico da família do poliéster e é usado em fibras artificiais. Como é um produto que pode ser reciclado mais de uma vez é, sem dúvida, uma opção mais ecológica do que o couro. O poliéster é usado em vários produtos como roupa de cama, almofadas, tapetes, entre outros.

- O poliuretano, com a sigla PU, tem sido amplamente usado em bolsas, jaquetas, sapatos, tênis etc por seu custo ser baixo. Oferece melhor aparência nas texturas (mais semelhante ao couro natural) e excelente qualidade. São muito resistentes ao ressecamento mantendo-se macio e agradável por muito tempo. São mais fáceis de serem tingidas. O descarte no ambiente pode ser prejudicial à natureza.

- Látex, um tipo de couro vegetal obtido através do látex da Amazônia. Ele começou a ser produzido a partir de projetos sociais de sustentabilidade. Começaram então a produzir pastas, bolsas e sapatos a partir desse material que se parece com o couro e possui ótima qualidade.

- PVC, Nylon etc.

O termo "couro ecológico" é usado muitas vezes erroneamente. A diferença entre o couro ecológico e o couro bovino, está no processo de curtimento: em vez de se usar metais pesados, em especial o cromo, para o couro ecológico são utilizadas substâncias alternativas, como os taninos vegetais. Portanto, o couro ecológico é um couro animal cujo curtimento é isento de aditivos poluentes ao meio ambiente e nocivos ao ser humano. Por conta disso, seu custo, como é de se imaginar, é maior do que o couro tradicional e não deixa de ser anti-ético.

Sim, a indústria de polímeros também é poluente. Couro sintético feito de polímeros não é o mocinho do ponto de vista ambiental, mas é o mocinho do ponto de vista ético. Em relação às questões ambientais, nós não sabemos ainda a real dimensão dos estragos que cada um causa, por isso é difícil fazer uma comparação quantitativa. De qualquer forma, quando a ética entra em conflito com questões ambientais, a ética prevalece. Se não matamos idosos ou cães de rua, não o fazemos unicamente por questões éticas. O correto, do ponto de vista ambiental, seria matá-los, já que gastam muitos recursos e não deixam de poluir.

Quanto ao couro de peixe, a ciência nos mostra que os peixes são tão sensíveis e inteligentes como mamíferos. Peixes sentem dor e a pesca comercial tem ainda menos proteção do bem estar do que o abate de mamíferos. Eles são asfixiados muito lentamente e alguns pescadores ainda podem utilizar carne de botos ou outros animais como isca. Os peixes têm fortes conexões sociais e possuem vínculo com seus semelhantes. Para alguns, esse tipo de couro pode servir como uma intenção de encontrar alternativas para a indústria que é altamente prejudicial ao meio ambiente. Penso que deveríamos tentar modificar nossas atitudes rumo à uma sociedade cujo consumo e desejos não tem prioridade sobre o bem-estar e o direito dos animais.

Dessa forma, a dica para quem deseja consumir produtos sem couro é: leia sempre as etiquetas que constam a composição, mande e-mails aos SACs das empresas e questione a procedência do material. Dificilmente teremos certeza de que um material é totalmente sintético só de olhar ou perguntando para o vendedor, que geralmente não sabe responder.

Obs: Em inglês alguns dos termos usados para designar material sintético são: "All man made materials", Synthetic, PU, Faux Leather, Fake Leather etc.


Cito abaixo algumas marcas brasileiras que trabalham apenas com material sintético, ou seja, não utilizam couro de animal em seus produtos:


- Azaleia (sapatos)

- Ahimsa (calçados, bolsas e carteiras)

- Bebecê (sapatos)

- Beira Rio (sapatos) 

- Betty Boop (bolsas)

- Canna (bolsas e acessórios)

- Chenson (bolsas)

- Crysalis (sapatos)

- Di Cristalli (sapatos)

- Eco Vegan's (bolsas e sapatos)

- Firezzi (sapatos)

- Insecta (calçados)

- Ibizza (sapatos)

- King55 (roupas, cintos bolsas e sapatos)

- La Loba (bolsas)

- Luciana Gimenez (sapatos e bolsas)

- Melissa (sapatos) -
atualização: apesar de não usar couro, pertence à Grendene, empresa de pecuaristas.

- Miucha (sapatos)

- Moleca (sapatos)

- Natureza (bolsas e sapatos)

- Nômade (somente as linhas Titã, Azimut Pro e X-Pro de botas)

- Petite Jolie (sapatos)

- Picadilly (sapatos)

- Pucca (bolsas)

- Puro no Brasil (bolsas e calçados)

- Queens (bolsas)

- Santi Martin (bolsas e acessórios)

- Será o Benedito (bolsas, sapatos e acessórios)

- Vegano Shoes (calçados e acessórios femininos e masculinos) 

- Vizzano (sapatos)