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quarta-feira, 30 de março de 2016

Respostas do SAC | Empresas de sapatos

Fonte

Se você está a procura de sapatos formais ou casuais, pode parecer desafiador encontrar opções sem couro de origem animal. Mas uma vez que você se familiariza com empresas de calçados veganos e aprende quais os materiais que deve se atentar, fica fácil encontrar sapatos livres de crueldade. Basta ter cuidado porque os sapatos podem ter a parte externa em couro sintético ou tecido, mas a sola interior (palmilha) pode ser feita de couro ou até pele de ovelha. Infelizmente no Brasil o material utilizado nos sapatos não está impresso no sapato nem mesmo está claro na caixa. Pesquisar antes de sair às compras é melhor do que confiar em vendedores de lojas, já que o material pode enganar e o preço não é indicativo do material (existem sapatos em couro baratos e sapatos em material sintético caros)

Existem empresas de sapatos que declaram publicamente ser totalmente veganas (não utilizam couro de origem animal) como a Vegano Shoes, Ahimsa, Insecta, King 55 e N. Gui Design Studio. No entanto, a maioria delas vende apenas em lojas virtuais.

Para facilitar a busca, questionei aos SACs de empresas de sapatos que podem ser encontrados em lojas físicas, levando-se em conta se é ou não usado couro animal para a produção dos sapatos. Encorajo a todos que enviem e-mails às empresas mostrando que há um público interessado em comprar calçados isentos de couro ou qualquer material de origem animal.

A minha pergunta para todas foi:


"Bom dia!
Gostaria de saber se a EMPRESA utiliza couro de origem animal na confecção dos sapatos. Caso positivo, a empresa oferece algum sapato em material sintético adequado para veganas e totalmente isento de couro de origem animal?
Obrigada! "

Respostas:


1. VIA MARTE



Quando questionei sobre o material dos pelos presentes nas botas (lembrando que o uso de pele foi proibida pela Lei nº 16.222/2015 em São Paulo), essa foi a resposta:


2. CRYSALIS




3. LUIZA BARCELOS



4. BEIRA RIO / VIZZANO / MOLECA / MODARE





5. DAKOTA



6. DI CRISTALLI

 




7. CARRANO



8. ANACAPRI



9. AREZZO


Obs: Post com a conversa completa nesse link.


10. PICCADILLY


___


Resumindo: 



Não utilizam couro de origem animal: Di Cristalli, Crysalis, Vizzano, Piccadilly, Beira Rio, Moleca e Modare.

Oferecem modelos tanto em couro como em material sintético: Via Marte, Dakota e Anacapri e Arezzo.

Utilizam couro de origem animal em todos dos calçados: Luiza Barcelos, Carrano.

Não me responderam: Usaflex, Schutz e Santa Lolla


sábado, 7 de novembro de 2015

Resposta do SAC | Arezzo



Há alguns dias eu li um post da Alana (@theveggievoice) dizendo que na Arezzo  cerca de 50% dos calçados já não eram feitos mais em couro, de acordo com o que ela ouviu das vendedoras em uma loja física. O problema, a meu ver, é que mesmo quando um sapato possui a parte externa toda em tecido ou material sintético, a palmilha pode ser feita a partir de couro de origem animal, ou até as tiras com as fivelas. Eu também não acho confiável se basear no olfato, já que o cheiro de couro pode estar mascarado.

Para tirar essa dúvida, resolvi enviar um e-mail ao SAC da Arezzo questionando quais eram os calçados isentos de couro de origem animal.

Obs: Eu tenho certa antipatia pela Arezzo desde aquela coleção de inverno de 2011 ("Pelemania"), quando tentaram vender pele de coelho e raposa nos calçados e bolsas e, depois de muito auê, se viram obrigados a recolher a coleção do mercado (leia mais aqui). Portanto, não estou com a intenção de divulgar a marca neste post, mas apenas mostrar que confiar nas vendedoras e no olfato pode não ser uma boa ideia.

Resposta do SAC (Atendimento Arezzo <atendimento@arezzo.com.br>):




Minha resposta:





 Como pode ser observado pela resposta, as opções são bem restritas e o carro-chefe da Arezzo ainda é o couro de origem animal. Mas uma coisa eu concordo com a Alana, devemos pedir por opções, enviar e-mails cobrando e tentar mudar a mentalidade das empresas por meio de nosso boicote para que produzam sapatos sem o uso de couro.


Para outras opções de bolsas e calçados isentos de couro de origem animal, ou para entender por que não usar couro, veja o post: Couro, Couro Sintético e Couro Ecológico


sábado, 13 de junho de 2015

Resenha - Bota da Vegano Shoes


Não sei se vocês viram, mas a Vegano Shoes lançou recentemente 3 modelos de botas de cano longo (preta lisa, café lisa e preta matelassê) em material sintético muito similar ao couro, livre de origem animal.

Há alguns dias eu postei no meu Instagram a foto da bota que eu tinha comprado na Loja virtual da Vegano Shoes e vi que algumas pessoas se interessaram em saber as medidas, se a bota era confortável etc.

Fiz a compra no dia 5 de maio e no dia 18 ela foi postada nos Correios. Demorou um pouco pra chegar, mas acredito que agora os pedidos estão sendo postados com mais rapidez.

A bota é realmente muito bonita e eu me surpreendi com a qualidade do material.


Eu calço 34 e a medida da palmilha é de 23,6 cm (no site tem as medidas para todos os números).
O salto tem 3 cm.

A medida da circunferência do cano na altura da panturrilha é cerca de 37 cm, como mostrado na foto acima. Ela possui um elástico pequeno e ainda assim ficou bem justinha. Isso dificulta por exemplo de usar uma meia mais grossa ou uma legging. Dessa forma, quem possui panturrilha grossa, pode não servir. Nesse caso, a Vegano Shoes enviou uma mensagem no meu IG e ofereceu fabricar botas por encomenda de medidas personalizadas. Basta entrar em contato pelo e-mail: sac@veganoshoes.com br.


Já usei algumas vezes e em nenhuma delas tive problemas. Ela é acolchoada com espuma por dentro e o bico não é fino.

Eu adorei a compra e achei que valeu o preço pago (R$169,90 - 10% desconto do clube do Vista-se), que é equivalente ao preço de botas de couro sintético de outras marcas, como Piccadilly e Vizzano.

Além de ética, bonita, resistente e confortável, vem com uma plaquinha de "Vegano", ideal pra mostrar para aquele(a) chato(a) que, se achando o espertalhão, diz que o seu veganismo é uma farsa porque achou que o seu sapato é de couro.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Bolsa e bracelete ecológicos da Santi Martin



Aproveitei o desconto que a Santi Martin ofereceu há algumas semanas e comprei uma bolsa e um bracelete feitos em material reciclado de câmaras de ar, dessas que são usadas em pneus de bicicletas, motos, carros antigos etc.

Como não são biodegradáveis, a borracha das câmaras de ar acaba contaminado a natureza, permanecendo por centenas de anos. A ideia de usar esse material para produzir bolsas e acessórios é muito legal. O que me atraiu também foi o fato de ser um material extremamente resistente (sou dessas que joga bolsas de forma não delicada e muitas acabam danificando).

O nome desse processo é o Upcycling, o qual transforma resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade. Utiliza materiais no fim de vida útil na mesma forma que ele está no lixo para dar uma nova utilidade. Ao contrário da reciclagem, que usa energia para destruir a forma e então transformar em algo novo.



Achei a bolsa super bonitinha para ir em shows, barzinho etc. Apesar de ser pequena, cabe minha carteira, celular, makes e minha câmera.

Aproveitei para comprar o bracelete que estava com desconto. Ele tem um estilo mais rock'n'roll, perfeito para ir em shows!


A bolsa custou R$80 e o bracelete R$15. As peças não estão mais com desconto, mas de vez em quando aparece uma promoção divulgada na página de Facebook da Santi Martin. A loja aceita também o cartão do clube do Vista-se.

Achei esse vídeo explicando sobre a produção das bolsas para quem teve curiosidade.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Marcas de Bolsas Veganas Nacionais

É possível uma bolsa de couro sintético ser bonita e durável? Definitivamente sim. Sou dessas que joga as bolsas sem o menor cuidado no carro, no chão... não sou muito cuidadosa! Elas são todas feitas em material sintético e nenhuma soltou pedaço, como muitos podem pensar. Ou seja, as bolsas não precisam ser de couro animal para serem resistentes. No entanto, nem toda bolsa de material sintético é de boa qualidade, principalmente as fabricadas na China.

E por que não comprar bolsas de couro legítimo? Falei da questão ética envolvida na produção de couro neste post.

Conheçam as marcas com modelos lindos que eu selecionei de bolsas feitas com material 100% sintético, isentas de qualquer material de origem animal:

Vegano Shoes

A empresa é 100% vegana e produz calçados e acessórios artesanais produzidos manualmente com materiais sustentáveis. 

Vendidas na loja virtual e na Dafiti







Chenson

É também uma marca de bolsas 100% sintéticas. Tenho uma que é de ótima qualidade. Vende na Passarela e Dafiti.





King55

Segundo a marca, os acessórios da King55 não se utilizam de qualquer produto de origem animal. Além disso, sustentabilidade é algo que está no DNA da marca desde sua fundação.
Há uma loja física em São Paulo e uma loja virtual.




Ahimsa


A empresa é 100% vegana e para a produção dos produtos não utiliza materiais que degradam o meio ambiente. Trabalha com materiais biodegradáveis e recicláveis. Possui loja virtual.
Bolsa Feminina

La Loba

Descrição no site: "La Loba é uma marca de bolsas e acessórios Veganos, ou seja, não trabalhamos com couro animal e nenhum derivado de origem animal, nossos materiais são sintéticos e ecológicos. Acreditamos no uso de materiais alternativos e de qualidade para preservara vida! .

Nosso trabalho é artesanal, produzido em poucas quantidades, resultando na exclusividade das peças. Cada detalhe é sentido de forma a levar a você, mais do que um acessório, uma obra de arte." 

http://www.laloba.com.br/ 

Resenha da minha bolsa linda da La Loba nesse link.





Barauma

Segundo a descrição do site: "Nós somos uma marca animal friendly. Ou seja, não são utilizadas matérias-primas de origem animal. Acreditamos que é possível usufruir o melhor que a moda possa oferecer sem que os animais estejam envolvidos nesse processo! Por isso fabricamos e comercializamos peças livres de crueldade! 

Além disso, como marca vegana, a Barauma é extremamente preocupada com seus processos e materiais para que tenham um baixo impacto ambiental! Por isso utilizamos impressão certificada e parte da matéria-prima é feita de 100% garrafa pet!"

Vendidas na loja virtual

Maduu
Segundo a descrição do site da empresa: "Somos uma marca vegana que produz acessórios com qualidade e livre de crueldade animal, sempre buscando novas possibilidades e alternativas que agridam menos o nosso planeta."

Os produtos podem ser encontrados na loja virtual.



Nicole Lee

A empresa tem certificação vegan da Peta e todos os produtos são veganos.

Segundo o site: "A marca Nicole Lee está sediada em Los Angeles e vem dominando o mundo da moda desde 2004. Seus modelos com design único e inovador, vem conquistando mulheres do mundo todo. A cada coleção a marca surpreende com cores, estampas e exclusividade.

Podem ser encontradas na loja virtual.




Nicole Bustamante

Segundo a criadora da marca, "as estampas são produzidas de forma artesanal, praticamente toda ilustrada a mão e produzidas com todo o cuidado em pequenas quantidades por coleção. É vegan-friendly. As peças são produzidas com materiais sintéticos e não contém produto de origem animal. Houve preocupação em trabalhar com empresas e pessoas que atuam de forma ética e correta com seus funcionários. É uma marca 100% brasileira em todas as etapas. Desde o processo criativo até o produtivo da marca."
Endereço: Rua São Miguel 86 - Bela Vista (travessa da Frei Caneca) em O Porão em São Paulo e loja virtual.




OBS: Seja com essas marcas ou outras, o importante é sempre verificar a etiqueta antes de comprar. 





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Couro, Couro Sintético e Couro Ecológico



Como todos sabem, o couro é a pele de um animal tratada quimicamente. Apesar de ser um material forte e resistente há questões éticas e ambientais envolvidas no uso do couro, como a matança de animais e a poluição causada pelos resíduos químicos usados para tratar o couro (muitas vezes eles são nocivos ao meio ambiente).

Antigamente o couro tinha como finalidade proteger contra o frio. Hoje o couro legítimo é tido como uma matéria prima de boa qualidade, durabilidade e por isso, é considerado um produto nobre. As pessoas compram produtos feitos de couro por um motivo "nobre", por acreditarem indubitavelmente serem de melhor qualidade. Além de tudo, muitas pessoas pensam que se o animal foi morto de qualquer forma para que sua carne fosse consumida, que seu couro também fosse aproveitado.

No entanto, cerca de 20% do preço de um bovino se deve ao couro. Ou seja, apesar de ser considerado um subproduto, o couro rende bastante aos pecuaristas. Não adianta dizer "ah, mas isso é subproduto daquilo, então vou comprar". Se for assim, vegetarianos poderiam comprar salsicha e mortadela, que são subprodutos da indústria da carne. Ninguém mata o boi pra pegar os testículos, o cérebro e os ossos. Isso é o resto, o subproduto. O objetivo ao se matar um boi é pegar a picanha, o filé mignon... salsicha é subproduto, então não há problema em comer? Picanha maturada custa R$50/kg (ou mais), salsicha de miúdos custa, sei lá, R$3,50/kg. Se o produto principal não justifica, o subproduto também não.

A cada vez que damos dinheiro a pecuaristas e pessoas que lucram explorando animais, estamos incentivando e patrocinando esse ciclo de que animais devem ser considerados matéria-prima. O problema está em relacionar um animal senciente a um produto. Produtos de origem animal são anti-éticos e não há salvação quanto a isso. Se não usamos cadáveres de pessoas e cães alegando argumentos de sustentabilidade ("já que vai pro lixo mesmo...", por que usar o couro de outros animais deveria ser correto?

Pense que a carne pode ser subproduto do couro! Há um documentário produzido pela PETA sobre bovinos na Índia sendo criados especialmente para virarem couro de grifes famosas. Esses bovinos eram muito maltratados porque não podiam ter nenhum arranhãozinho para não atrapalhar o couro, por isso ficavam confinados durante TODA uma vida. É ilusão achar que todos na Índia respeitam as vacas. Também pudera, tem marca que cobra US$2000 dólares por uma bolsa! Não existe picanha que seja mais lucrativa que essas bolsas e sapatos de grife. Mesmo as marcas brasileiras, algumas vendem sapatos acima de 500 reais. Se colocarmos na balança, produzir sapatos pode ser mais lucrativo que carne, então quem é subproduto de quem? Recomendo a leitura: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2008/aug/27/ethicalfashion.leather

Quanto à questão ambiental, o processo de fabricação do couro consiste em transformar peles descartadas pelos frigoríficos em “tecido” para roupas, móveis e outros itens. Neste processo, toneladas de litros de agentes químicos e corrosivos são utilizados - são mais de 90 produtos usados na indústria do couro (como o Cromo III) e, quase sempre, vão parar no meio ambiente sem qualquer cuidado com o descarte, muitas vezes depositado em aterros sanitários, esse material com potencial tóxico se decompõe e contamina o meio ambiente. Tem muito curtume descumprindo as regras e lançando os restos tóxicos diretamente no curso d’água. Isso sem o contar impacto ambiental, a cadeia produtiva como um todo, e não apenas o produto final. Tem que colocar na balança o combustível do transporte, as florestas desmatadas para pasto, a quantidade de água potável usada e a poluição toda gerada durante o processo.

Como o couro sintético evoluiu muito ao longo dos últimos anos, ele praticamente perdeu aquela característica de material de plástico, como era no passado. Quando se fala em sintético ainda existem consumidores que tem ideia de que é um material de plástico e pouco resistente. Felizmente o avanço da tecnologia proporcionou o desenvolvimento de materiais alternativos equivalentes ao couro natural bovino, possuindo em alguns deles, vantagens em relação ao couro. Não tem mais essa de que couro sintético é necessariamente sinônimo de porcaria. 

Dentre os materiais alternativos, o couro sintético pode ser feito de:

- O polietileno tereftalato, conhecido pela sigla PET, é uma resina de polímero termoplástico da família do poliéster e é usado em fibras artificiais. Como é um produto que pode ser reciclado mais de uma vez é, sem dúvida, uma opção mais ecológica do que o couro. O poliéster é usado em vários produtos como roupa de cama, almofadas, tapetes, entre outros.

- O poliuretano, com a sigla PU, tem sido amplamente usado em bolsas, jaquetas, sapatos, tênis etc por seu custo ser baixo. Oferece melhor aparência nas texturas (mais semelhante ao couro natural) e excelente qualidade. São muito resistentes ao ressecamento mantendo-se macio e agradável por muito tempo. São mais fáceis de serem tingidas. O descarte no ambiente pode ser prejudicial à natureza.

- Látex, um tipo de couro vegetal obtido através do látex da Amazônia. Ele começou a ser produzido a partir de projetos sociais de sustentabilidade. Começaram então a produzir pastas, bolsas e sapatos a partir desse material que se parece com o couro e possui ótima qualidade.

- PVC, Nylon etc.

O termo "couro ecológico" é usado muitas vezes erroneamente. A diferença entre o couro ecológico e o couro bovino, está no processo de curtimento: em vez de se usar metais pesados, em especial o cromo, para o couro ecológico são utilizadas substâncias alternativas, como os taninos vegetais. Portanto, o couro ecológico é um couro animal cujo curtimento é isento de aditivos poluentes ao meio ambiente e nocivos ao ser humano. Por conta disso, seu custo, como é de se imaginar, é maior do que o couro tradicional e não deixa de ser anti-ético.

Sim, a indústria de polímeros também é poluente. Couro sintético feito de polímeros não é o mocinho do ponto de vista ambiental, mas é o mocinho do ponto de vista ético. Em relação às questões ambientais, nós não sabemos ainda a real dimensão dos estragos que cada um causa, por isso é difícil fazer uma comparação quantitativa. De qualquer forma, quando a ética entra em conflito com questões ambientais, a ética prevalece. Se não matamos idosos ou cães de rua, não o fazemos unicamente por questões éticas. O correto, do ponto de vista ambiental, seria matá-los, já que gastam muitos recursos e não deixam de poluir.

Quanto ao couro de peixe, a ciência nos mostra que os peixes são tão sensíveis e inteligentes como mamíferos. Peixes sentem dor e a pesca comercial tem ainda menos proteção do bem estar do que o abate de mamíferos. Eles são asfixiados muito lentamente e alguns pescadores ainda podem utilizar carne de botos ou outros animais como isca. Os peixes têm fortes conexões sociais e possuem vínculo com seus semelhantes. Para alguns, esse tipo de couro pode servir como uma intenção de encontrar alternativas para a indústria que é altamente prejudicial ao meio ambiente. Penso que deveríamos tentar modificar nossas atitudes rumo à uma sociedade cujo consumo e desejos não tem prioridade sobre o bem-estar e o direito dos animais.

Dessa forma, a dica para quem deseja consumir produtos sem couro é: leia sempre as etiquetas que constam a composição, mande e-mails aos SACs das empresas e questione a procedência do material. Dificilmente teremos certeza de que um material é totalmente sintético só de olhar ou perguntando para o vendedor, que geralmente não sabe responder.

Obs: Em inglês alguns dos termos usados para designar material sintético são: "All man made materials", Synthetic, PU, Faux Leather, Fake Leather etc.


Cito abaixo algumas marcas brasileiras que trabalham apenas com material sintético, ou seja, não utilizam couro de animal em seus produtos:


- Azaleia (sapatos)

- Ahimsa (calçados, bolsas e carteiras)

- Bebecê (sapatos)

- Beira Rio (sapatos) 

- Betty Boop (bolsas)

- Canna (bolsas e acessórios)

- Chenson (bolsas)

- Crysalis (sapatos)

- Di Cristalli (sapatos)

- Eco Vegan's (bolsas e sapatos)

- Firezzi (sapatos)

- Insecta (calçados)

- Ibizza (sapatos)

- King55 (roupas, cintos bolsas e sapatos)

- La Loba (bolsas)

- Luciana Gimenez (sapatos e bolsas)

- Melissa (sapatos) -
atualização: apesar de não usar couro, pertence à Grendene, empresa de pecuaristas.

- Miucha (sapatos)

- Moleca (sapatos)

- Natureza (bolsas e sapatos)

- Nômade (somente as linhas Titã, Azimut Pro e X-Pro de botas)

- Petite Jolie (sapatos)

- Picadilly (sapatos)

- Pucca (bolsas)

- Puro no Brasil (bolsas e calçados)

- Queens (bolsas)

- Santi Martin (bolsas e acessórios)

- Será o Benedito (bolsas, sapatos e acessórios)

- Vegano Shoes (calçados e acessórios femininos e masculinos) 

- Vizzano (sapatos)