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quinta-feira, 7 de abril de 2016

O que eu comi no dia | VEGAN

Quem ainda não viu os meus outros posts com inspirações de alimentação vegana para iniciantes, o link é esse aqui.

Como eu sempre aviso, eu não faço dietas, mas tento me alimentar de forma saudável na maior parte do tempo. A intenção é apenas mostrar como eu, vegana, me alimento no dia a dia. Quem quiser uma dieta mais específica, recomendo ir a uma nutricionista que saiba atender veganos. A lista desses nutricionistas pode ser encontrada neste link: http://www.vista-se.com.br/nutricao/


CAFÉ DA MANHÃ

Pão integral com guacamole (meio abacate amassado, 1 tomate picado, suco de meio limão, pitada de cominho sal e pimenta preta)

LANCHE

Caramba! Estou comendo meia bandeja de caqui por dia!

ALMOÇO

Arroz 7 grãos, lentilha, brócolis, couve-flor e tomate. Suco de laranja e limão.

Chocolate branco vegano da Tri Gostoso

LANCHE

Açaí, banana, aveia e amendoins.


JANTAR / APÓS ACADEMIA

Yakissoba: macarrão de arroz, shimeji, brócolis, couve-flor, pimentão, cenoura e molho de shoyu com óleo de gergelim torrado.

Shake de proteína vegan sabor morango (vem suplementada com B12)

sexta-feira, 4 de março de 2016

3 ideias de marmitas veganas fáceis de fazer

Quem costuma ficar o dia inteiro fora de casa sabe como pode ser difícil encontrar um almoço com muitas opções veganas saudáveis disponíveis. Além disso, é muito mais barato criar o hábito de preparar e levar lanches e marmitas de casa.

Uma das coisas que me ajudou muito foi comprar uma marmiteira elétrica, dessas que aquecem a água. Ao invés de colocar a comida na vasilha de plástico que vem na marmiteira eu prefiro usar uma de vidro porque acho que o gosto e o cheiro ficam muito melhores e são mais fáceis de lavar. Se não tiver uma geladeira disponível, transporte a marmita em bolsas térmicas para evitar que a comida azede e estrague.



1. Salada de macarrão

A grande vantagem da salada de macarrão, além de ser uma delícia, é a praticidade, não precisa aquecer para comer. Para fazer é só cozinhar macarrão, pode ser parafuso ou pene (escolha uma massa sem ovos) e misturar com os legumes que tiver na geladeira. A minha levou macarrão parafuso de arroz (esse é da marca Urbano - massa sem ovos), grão de bico, abacate, tomate, pepino e pimentão. Temperei com limão, azeite, sal, ervas finas e pimenta preta.



2. Sopa estilo missoshiro com bifum

Como o bifum (macarrão de arroz) cozinha apenas em 1 minuto com água quente, é possível levá-lo desidratado, juntamente com outros alimentos secos e temperos, bastando acrescentar água fervente antes de comer. Nesse caso, é preciso usar uma marmiteira para ferver água. O vidro para levar pode ser reaproveitado de óleo de coco ou azeitona. Outra ideia é o pote de vidro com tampa hermético.

Existem várias receitas de sopa instantânea de bifum por aí. Para a minha eu usei bifum, alga nori picada, cenouras, tofu defumado, lascas de gengibre, missô (pasta de soja fermentada), limão e shoyu.



3. Sanduíches

Outra opção super prática é levar sanduíches: pão de forma integral com hommus (pasta de grão de bico, tahine, limão e sal), alface e tofurky. Pode manter em geladeira e comer frio. Também gosto de fazer sanduíches com o presunto vegano da Goshen assado ou com hambúrguer de arroz com feijão. A receita que eu faço no olhômetro é: bater no processador arroz e feijão cozidos, depois mistura com shoyu, temperos e farinha até desgrudar da mão. Modelar em forma de hambúrguer e grelhar na frigideira até dourar. Fica muito bom!



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Dica para ingerir mais nutrientes com o Cronometer


Por mais que a gente entenda um pouco de nutrição e dos alimentos ricos em certos nutrientes, sempre fica uma dúvida se estamos ingerindo o suficiente ou se nossa alimentação está deficiente. Em um mundo ideal, teríamos uma nutricionista acompanhando nossa dieta 365 dias por ano, mas enquanto isso não acontece$$, existem algumas ferramentas como o CRON-O-meter. É um guia que ajuda a contabilizar nutrientes, ingestão calórica e queima de energia por meio dos alimentos que ingerimos e atividades realizadas  no dia. 

A contagem dos nutrientes é feita baseada nas informações do RDA ("Recommended Dietary Allowances", que são as Recomendações Nutricionais para a população americana sadia, estabelecidas pela Food and Nutrition Board (FNB) dos EUA), baseando-se na idade, sexo, peso e altura.

É possível acessar o site e usar gratuitamente via web ou pelo aplicativo pago (plataformas Android e iOS). Só precisa cadastrar com um e-mail. Ele é todo em inglês, mas a interface é muito organizada e acredito que com a ajuda do google tradutor seja possível entender bem os alimentos e medidas, por exemplo: tbsp = table spoon = colher de sopa; tsp = tea spoon = colher de chá.

Basta clicar em "add food" e adicionar tudo o que consumir e a quantidade ingerida, inclusive de água para dar um detalhamento em percentual dos nutrientes ingeridos, assim como os aminoácidos essenciais e as calorias consumidas.

Como exemplo, eu inclui tudo o que eu comi em um dia. De acordo com o Cronometer, ultrapassei a quantidade recomendada de aminoácidos essenciais mas ficou faltando ingerir um pouco mais de vitamina E, B5, sódio e potássio. Como o meu objetivo era perder gordura, eu também ultrapassei a quantidade de calorias que eu deveria consumir.



Obs: Fiz algumas substituições porque se trata de um portal americano e não possui produtos brasileiros. Mas também é possível criar suas próprias comidas.

Infelizmente ele possui algumas limitações como:

- É importante ter em mente que não é porque ingerimos 2 g de cálcio que esses 2 g serão absorvidos. A absorção depende de fatores como: interação com outros alimentos (ex: café atrapalha a absorção de cálcio e vitamina C melhora a absorção de ferro), fatores anti-nutricionais presentes em certos alimentos (ex: fitatos) e do organismo de cada pessoa.
- Não contempla todos os alimentos, inclusive os produtos brasileiros.

O Cron-o-meter é interessante para nos ajudar a guiar onde devemos dar maior atenção e também ajuda para nos dar uma ideia sobre a ingestão calórica. Ele nos dá certa segurança de que uma alimentação vegana pode atender todos os nutrientes necessários. Mas não deve ser tomado como algo exato, nem substitui acompanhamento por nutricionista. É importante também fazer exames de sangue rotineiros para checar principalmente a vitamina B12.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Receitas caseiras de cosméticos (DIY) fail


Eu sou adepta de várias receitas caseiras de cosméticos e sempre que uma funciona bem, costumo postar as minhas experiências positivas aqui no blog. No entanto, abundam receitas caseiras de cosméticos na internet. Quais delas funcionam bem como alegam? Visando poupar tempo e recursos de quem lê, decidi mostrar as receitas que eu testei e não funcionaram.

1. Desodorante caseiro feito com bicarbonato de sódio

Tentei usar o bicarbonato de sódio de várias maneiras (puro, misturado com óleo de coco, óleos essenciais etc), mas nenhuma delas funcionou como desodorante e aplicar puro até irritou a pele. Além disso, muitas pessoas alegam ser um produto natural (fazendo a velha conexão equivocada: "natural é bom/artificial é ruim"), mas o bicarbonato de sódio em contato com a pele pode ser irritante, tóxico e desastroso, de acordo com esse documento (Material Safety Data Sheet).

Obs: leite de magnésia usado e citado por alguns como desodorante é testado em animais. A Phillips pertence à GSK que testa em animais. Sigo usando o desodorante de alúmen de potássio.

2. Bronzer facial de cacau em pó

A cor do cacau em pó é linda e fica muito interessante na pele bronzeada. Mas o cacau obstrui os poros do rosto de forma absurda e cria pontos pretos. Além disso, a duração dele na pele é baixíssima.

3. Óleo de coco no rosto

O óleo de coco é considerado um óleo comedogênico, ou seja, pode obstruir os poros. Se você possui pele com tendência a ter cravos e espinhas, passe longe do óleo de coco para qualquer tipo de receita caseira facial. A Nyle do blog Lookaholic mostrou uma tabela que informa quais óleos são comedogênicos e quais podem ser usados em peles oleosas. Argan, rícino, jojoba, babaçu e girassol são exemplos de óleos que podem ser usados nesse caso. Deixe para usar óleo de coco no corpo e no cabelo.

4. Creme dental feito com óleo de coco e bicarbonato de sódio.

Por exercer função abrasiva, o bicarbonato de sódio está presente em cremes dentais comerciais branqueadores de dente. Ele branqueia os dentes porque retira o esmalte, que é uma proteção do dente. Nenhum dentista sério recomendaria o uso prolongado do bicarbonato de sódio, principalmente em casos de dentes sensíveis.

5. Óleos e manteigas vegetais para marcas de estria

A hidratação adequada da pele por meio de óleos, cremes e manteigas vegetais (karité e cacau por exemplo) evitam o aparecimento de estrias e diminuem a aparência de estrias vermelhas, mas depois que elas ficaram brancas, nada aplicado topicamente pode fazê-las desaparecer. Alguns dermatologistas indicam ácidos e outros métodos dolorosos e dispendiosos, mas nenhum óleo é capaz de combater estrias brancas, simplesmente porque óleos não penetram nas camadas mais profundas da pele, onde ocorrem as estrias brancas.

6. Shampoo Seco a base de bicarbonato e amido de milho

Como a raiz do meu cabelo costuma ficar oleosa nos dias seguintes após lavar, sinto falta de produtos que melhorem a aparência de cabelo oleoso e "lambido". Para fazer essa receita de shampoo seco, misturei bicarbonato de sódio, amido de milho e cacau. O resultado não só não disfarçou a oleosidade, como deixou a sensação de resíduos no couro cabeludo.


terça-feira, 28 de julho de 2015

20 Formas de economizar em cosméticos

Não está sendo fácil. O preço dos produtos está cada vez mais alto e com a alta do dólar e aumento das taxas, a tendência é piorar cada vez mais. Além disso, publicaram um estudo recentemente mostrando que se alimentar de produtos industrializados está ficando mais barato que consumir alimentos básicos naturais como arroz, feijão, frutas e legumes (saúde pra que, né?).

Uma forma de continuar comprando um produto legal como uma base ou um creme para o rosto mais caro, por exemplo, é economizar em outros, que talvez não façam tanta diferença.

Nesse post eu dou algumas sugestões do que venho fazendo para economizar $ com cosméticos.


1) Faça seu próprio lip balm

Misture um pouquinho de batom que vc não usa ou não vai fazer diferença, com manteiga de karité derretida em banho maria e gotinhas de óleo essencial de menta (opcional). Transfira o líquido para um tubinho de lip balm ou batom vazio e coloque na geladeira para solidificar. Depois de sólido ele pode ser usado fora da geladeira. A manteiga de karité é um hidratante potente capaz de evitar que os lábios ressequem.

Aqui eu misturei apenas a manteiga de karité derretida com OE de menta.


2. Faça seu próprio esfoliante corporal

Eu já mostrei aqui receitas com açúcar ou borra de café misturados com óleo vegetal, como óleo de coco ou azeite. Faça a esfoliação durante o banho e enxágue para retirar o excesso de óleo.

3. Faça sua própria manteiga corporal perfumada

Misture manteiga de karité e/ou cacau e/ou manga com óleo vegetal e algumas gotinhas de óleo essencial da sua preferência ou perfume. Se achar necessário, derreta em banho maria antes de misturar e quando solidificar, bater na batedeira para criar uma textura de mousse. Essa manteiga pode ser usada para partes do corpo que merecem extra hidratação como pernas, joelhos, cotovelos etc. Se achar que ficou muito oleoso, misture amido de milho, que é capaz de absorver um pouco da oleosidade.

4. Use sombras de olho por cima do batom para criar cores

Ao misturar sombras por cima de batons, é possível alcançar diversas cores de batons, principalmente quando se quer uma cor exótica, que será usada poucas vezes.

Para saber se a sombra é segura para ser usada nos lábios, existe uma lista da Anvisa que mostra quais pigmentos são permitidos para todos os tipos de produtos:  http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/guia/html/79_2000.pdf

Aqui eu criei uma cor de batom a partir de sombra roxa:

Batom nude WnW - sombra roxa NYX - batom nude misturado com a sombra roxa

5. Use pó facial por cima de batons para criar efeito matte

A Melissa (do blog Maquiando sem Crueldade) publicou um post mostrando como ela matifica batons com o pó solto da ELF:



6. Crie cores novas misturando os seus batons

Além de usar sombra, outra maneira de criar cores é fazer uma misturinha com cores de batons diferentes.

7. Use óleo vegetal para remover maquiagem ao invés de demaquilante

Não faz o menor sentido pra mim comprar demaquilantes quando se pode usar óleo vegetal para remover qualquer tipo de maquiagem, inclusive rímel a prova d'água. Depois é só lavar o rosto com sabonete facial.

8. Use óleo de rícino nas sobrancelhas para estimular o crescimento de pelos

Minhas sobrancelhas começaram a crescer consideravelmente mais e em locais que eu pensava que elas não cresceriam, depois que comecei a usar óleo de rícino (ou castor oil). Aplico com os dedos e massageio por uns 30 segundos antes de dormir.

9. Restaure o delineador em gel que secou

Expliquei nesse post como fazer isso.


10. Lave os pincéis com sabonete - líquido ou em barra cremoso - e misture óleo vegetal para hidratação e maciez extra


11. Utilize toalhinhas de rosto ao invés de discos de algodão


12. Renove sua máscaras de cílios

Se o seu rímel não for à prova d’água, você pode colocar algumas gotinhas de soro fisiológico e misturar com a própria escovinha de passar o produto. Se a sua máscara for à prova d’água, substitua o soro por gotinhas de óleo de rícino para amolecer o rímel. Mas uma ressalva: é melhor não usar essas dicas se o seu rímel ressecou por ter passado do prazo de validade (geralmente até 6 meses depois de aberto). A máscara de cílios é um dos produtos que mais acumula bactérias entre os cosméticos que usamos. Como o rímel é aplicado na área dos olhos, é melhor não correr riscos.

13. Guarde embalagens vazias para guardar seus próprios cosméticos caseiros


14. Faça seu próprio repelente de insetos

Em uma garrafinha com borrifador, misture 2 copos de álcool e 10 gramas de cravo de índia. Agite diariamente a mistura por pelo menos 10 dias e coe os cravos. Adicione 100 ml de óleo vegetal. Agite antes de usar na pele.

15. Considere usar desodorante de cristal (pedra hume)

Há cerca de 2 anos que eu uso a mesma barra de cristal (Resenha aqui e aqui). Se eu fosse comprar um desodorante de por exemplo de 10 reais por mês, teria gastado 240 reais em 2 anos!
Vídeo explicativo de como usar: https://www.youtube.com/watch?v=2ZLUk04R_rw

16. Corte pedaços de sabonete em barra


Para evitar desperdiçar sabonetes durante o banho (sendo derretidos pela água), corte em barras menores.

17. Pesquise em vários blogs antes de comprar cosméticos


Quando estiver precisando de um produto, vasculhe a internet e procure por várias resenhas. Se for um produto importado, tente blogs em inglês e sites de avaliação como o Makeupalley. Essa pesquisa pode evitar comprar uma cor diferente do que imaginava ou um produto que pode não adaptar para a sua pele.

18. Dilua o shampoo em água antes de usar


Mantenha um potinho no box para encher com um pouco de água e misturar com o shampoo antes de aplicar no cabelo. Dessa forma, evita-se usar shampoo além do necessário.

19. Cancele todos os e-mails/subscriptions de lojas e/ou não abra e-mails de ofertas


Certamente alguns e-mails podem conter descontos interessantes, mas geralmente são itens que você não precisa e acabará comprando porque os preços são tentadores.

20. Considere comprar coisas fora do Brasil


Mesmo com o dólar lá nas alturas, por incrível que pareça, comprar fora ainda compensa mais que comprar aqui. Existem lojas como iherb.com e vitacost.com que oferecem itens mais baratos, mesmo se forem taxados. É preciso ter cartão internacional.

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Obs: Onde comprar manteigas e óleos vegetais/essenciais:

- Sabão e Glicerina
- Engenharia das Essências
- e-Cosmetique 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dicas de como manter a dieta vegana em viagens


Estamos na época em que muitas pessoas viajam durante o carnaval. Na maioria das vezes, o destino é uma cidade do interior, onde nem sempre há muitas opções de comidas veganas.  

Viajar e manter a dieta vegana pode ser desafiador quando não se está preparado. Dependendo de onde você está indo, as opções veganas podem ser abundantes ou inexistentes. Mas até mesmo nas cidades mais precárias em termos de veganismo é possível se manter vegano, uma vez que quase todos os destinos terão um mercado com frutas, legumes, castanhas, pães e alimentos básicos, sendo facilmente complementada com alimentos levados de casa. Cidade pequena ou não, o melhor a se fazer para não passar apertos (e fome) é preparar sua própria comida e levar alimentos de casa ao invés de confiar na sorte de encontrar restaurantes "vegan-friendly".

Como se preparar para uma viagem?

Para viagens mais curtas de um ou dois dias, você pode passar a estadia sem precisar recorrer a restaurantes. Nesse caso, dá para depender de frutas, sucos, sanduíches preparados em casa, barras de cereal e shakes proteicos em pó levado na coqueteleira. Os shakes proteicos à base de proteína vegetal isolada de soja, arroz ou ervilha nutrem as necessidades proteicas e dão sensação de saciedade.

Já quando a viagem dura vários dias, é preciso pensar antes em alguns fatores.

O primeiro passo é definir se você terá autonomia para cozinhar sua própria comida ou vai depender de almoçar e jantar em restaurantes. 

1) Caso não possa cozinhar, tente descobrir antes pela internet se há algum restaurante com opções de comidas veganas. Veja se existem lojas de produtos naturais ou lanchonetes com pegada mais saudável, onde geralmente há produtos veganos. Caso não encontre nada, leve o máximo de comidas industrializadas/não perecíveis que puder. A maioria dos restaurantes oferece o básico arroz, feijão e salada. Tente escolher um que não cometa crimes como colocar bacon no feijão ou frango desfiado na salada. O restante você provavelmente terá que levar para complementar. Nesse tipo de situação, eu costumo comer depois na casa/pousada/hotel algo rico em proteínas como tofu, PTS preparada anteriormente, enlatados da Superbom etc. Mas para isso é preciso uma geladeira para conservar ou até um isopor com gelo resolve.

Vista de rua da cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais
Os restaurantes de cidades históricas geralmente são muito conservadores e apegados à tradição da comida local, sempre farta em alimentos de origem animal. Foto

Há algumas situações como se hospedar em hotéis isolados (como o Overlook hehe) ou fazer um cruzeiro marítimo, por exemplo, nas quais você deve levar comidas. A não ser que faça amizade com os cozinheiros e peça para fazerem refeições especiais veganas (seria lindo se isso fosse possível), é provável que não encontre opções veganas.

Snacks, biscoitos e salgadinhos são super fáceis de encontrar e quebram um galho na hora do aperto. Exemplos veganos: Cebolitos, biscoito waffer de chocolate e cracker da Bauducco, Doritos Sweet Chili/Taco Mexicano/Dippas, Club Social tradicional/Integral, Nutry de castanha, paçoquita, batata e mandioca frita etc.

2) Quando existe a possibilidade de cozinhar durante a estadia, é mais fácil de se alimentar melhor sem depender de restaurantes. 

Eu não costumo ligar em manter a alimentação super saudável em viagens, já que serão só alguns dias e logo volto à rotina. Essa é a minha sugestão de mala de comida para complementar com frutas, verduras e legumes e cozinhar:


- Castanhas
- Glutadela
- PTS
- Caseirito 
- Veg Bar
- Catchup e mostarda
- Bisnaguinha integral da Wickbold
- Achocolatado de soja da Alpro
- Salsicha vegetal da Superbom
- Feijoada e lentilhada vegetariana (<3)
- Chocosoy
- Geléia
- Suco

Não saiu na foto, mas merecem a menção:
- leite de soja em pó da Olvebra (Omega)
- Proteína isolada de ervilha da Natural Science
- pasta de amendoim First
- pão sírio 
- pasta de grão de bico enlatada

Durante o trajeto da viagem, leve na bolsa: banana, castanhas/nozes/avelã, barra de cereais, cookies, proteína isolada em pó ou sanduíches de pão com pasta de tofu, tomate, alface e glutadela/hambúrguer vegetal etc.

Fonte da imagem:

terça-feira, 25 de novembro de 2014

É possível manter um relacionamento saudável com não-vegano(a)s?


Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro que não estou aqui para ditar regras, e sim para dar a minha opinião baseada em experiências pessoais.

Primeiramente, é importante ressaltar que:

Sejamos sinceros, ninguém é vegano pelo planeta, para reduzir as emissões de CO2 e CH4, pela água, por saúde... Veganismo é uma postura ética relacionada ao repúdio à violência com animais. Ponto final. Dessa forma, veganismo não é dieta. Vegetarianismo é dieta. Veganismo não. Veganismo vai muito além de dieta.

Relacionamentos entre pessoas com estilos de vida divergentes podem ser muito complicados, principalmente para a pessoa que é vegana e namora uma comedora de carne, afinal isso não envolve uma mera questão de gosto pessoal, mas de ética. Para quem é vegano, violência contra animais é algo inadmissível e intolerável. Dessa forma, conviver com uma pessoa insensível às questões animais, e que compactua e pratica essa violência diariamente, pode ser bastante difícil. Como li uma vez na Revista dos Vegetarianos, há um abismo ético entre um vegano e um não-vegano, o que torna a convivência bastante complicada.

Poderia uma feminista se relacionar com um machista? Poderia uma pessoa que luta contra homofobia se relacionar com um homofóbico? É desse abismo ético que estou falando.

Ao contrário do que muitos carnistas pensam, ser vegano não é questão de escolha pessoal. Há certas escolhas, como gostar de filme de terror ou comédia, rock ou MPB, roupa branca ou preta, que são preferências pessoais inofensivas. Já praticar/financiar exploração de animais vai muito além de uma mera questão de preferência pessoal. Envolve violência, agressão, escravidão, tortura e algo a meu ver muito grave: a insensibilidade a tudo isso.

Importante lembrar que se uma pessoa vegana se relacionar com uma não-vegana, ela terá de aceitar e conviver com a crueldade de animais o tempo todo. Essas situações incômodas, pra não dizer insuportáveis, não serão esporádicas, como ir ao zoológico ou contratar um carroceiro para recolher entulho, por exemplo, que é algo que se ocorrer, será uma vez no ano e olhe lá. Será muito pior que isso. O não-vegano irá usar roupas com couro todo dia, irá fazer supermercado com você, irá encher a sua geladeira com produtos animais, irá comprar cosméticos testados em animais e contendo ingredientes animais, irá almoçar e jantar com você... e você terá de suportar tudo isso TODO DIA, o tempo todo!

Poderia então uma pessoa que se sente indignada com a violência contra os animais conviver com outra totalmente insensível?

Minha opinião: muito difícil. A não ser que...

Existem dois tipos de não veganos: os carnistas debochados e a pessoa que come carne por hábito, porque todo mundo faz, mas apesar de ser sensível às questões animais, nunca parou para pensar em porcos, bois, frangos, peixes, etc.

O primeiro tipo é caso perdido. Relacionem-se com esse tipo de gente por sua própria conta e risco!

O segundo tipo... esse pode ser que valha a pena.

Nós nascemos numa sociedade que nos ensina desde pequenos a sermos machistas, racistas, homofóbicos, insensíveis ao sofrimento de certos tipos de animais e uma porção de outras coisas nada sensatas. Dessa forma, muitas pessoas com enorme potencial de se tornarem pessoas melhores praticam atos condenáveis apenas por terem sido criadas dessa forma e nunca terem parado para pensar nesses assuntos. Mas essas pessoas, caso encontrem alguém que as ajude a se libertar desses pensamentos que regem a nossa sociedade atual, podem sim se tornar excelentes companheiras.

O importante é perceber se a pessoa tem mesmo potencial. Caso ela tenha, não perca tempo. Não espere a pessoa evoluir sozinha, no "tempo dela", afinal os animais que são massacrados a cada segundo não podem esperar mais. Seguir junto o caminho rumo ao veganismo é maravilhoso. Ponha todo o seu potencial de ativista em ação e a ajude a modificar os hábitos, mas sempre com bom senso e sem pressões (pode ser contraprodutivo).

Mas se após algum tempo você perceber que estava enganada(o) e a pessoa não se mostrar interessada em parar de explorar animais... prepare-se para uma vida tendo de ver a sua/seu companheiro explorando animais na sua frente. Pergunte-se como será o futuro, se vê problemas em conviver com uma pessoa que tem uma visão oposta da sua. Explique o motivo do veganismo ser tão importante para você (através de fotos, vídeos, documentários...), converse sobre quais serão os produtos que entrarão em casa, na geladeira, na frigideira e quais restaurantes poderão frequentar. Se você tolera e tem esperanças que a pessoa evolua, ótimo. Se não vê uma luz no fim do túnel, talvez seja a hora de dar um game over.

Esse tipo de situação infelizmente é comum. Às vezes vemos uma pessoa que adotou um cão abandonado ou que trabalha como voluntário em canis e pensamos "taí alguém interessante com potencial". Vale a pena investir nessas pessoas? Certamente vale (meu caso!), mas nem sempre a pessoa tem mesmo potencial. Quase todo vegano é "cachorreiro ou gateiro", mas nem todo "cachorreiro" é um vegano em potencial.


Obs: Sou vegetariana desde muito nova e todos os meus namorados comiam carne. O meu namorado hoje é vegano, mas no início do namoro era frequentador assíduo de churrascarias e comia carne de vitela quase toda semana, muitas vezes logo após resgatar cães de rua. Mostrei a incoerência em tratar cães de uma forma e porcos de outra. Assistimos meia hora de Terráqueos e A Carne é Fraca juntos e ele ficou sem argumentos para explicar a crueldade a qual estava financiando.



E você, mantém um relacionamento saudável com um não vegano? Tem dicas de como lidar?

Recentemente foi lançado um site para solteiros em busca de um@ namorad@ veg! Já conhecem o site de relacionamento Namoro Veg?

domingo, 21 de setembro de 2014

Dicas de como lidar com os desafios de ser vegano

Ser vegano é desafiar a sociedade. Somos ensinados desde criança que precisamos dos animais para nos alimentarmos e que os animais são criados pra isso mesmo, que não tem problema em explorá-los. É unanimidade entre os brasileiros de que a melhor forma de comemorar datas importantes é em um churrasco. Todo mundo ama carne. E todas as nossas boas lembranças com a família são de reuniões com refeições cujo prato principal é a carne. Somos bombardeados com propagandas de frigoríficos, laticínios e empresas multinacionais de cosméticos testados em animais. Todas tentando nos convencer - e para isso usam estratégias de marketing impecáveis - de que o que vem dos animais faz bem e que os animais não sofrem em nenhuma etapa de produção daquilo que estão tentando nos vender.

As propagandas seguem um padrão: ou mostram animais felizes em fazendinhas bucólicas ou mostram situações felizes e inocentes, como jantar na casa da vó, mãe preparando o jantar (sempre com quele toque machista - a cozinha é da mulher), criancinhas fofas comendo algo e fazendo gracinhas ou reunião de amigos. Tudo isso para tornar natural e inocente o ato de explorar e brutalizar animais, afinal se aquela vovozinha gente boa está fazendo um frango assado, não deve ter mesmo problemas em consumir produtos animais!


Qualquer tentativa de quebrar esse padrão de comportamento vai ser visto como anormal, estranho, excêntrico e rebelde. Vão te olhar com cara feia cada vez que disser que não come carne e ovos nem bebe leite por respeito aos animais. Para a maioria das pessoas, é um incômodo muito grande ouvir que alguém é vegano pelos animais. Tentar mexer no prato dessas pessoas é como tentar tirar osso da boca de cachorro.

É preciso coragem para remar contra a maré. Confesso que se tornar vegano não é fácil. Mas sair do papel de explorador nunca é fácil. Poucas pessoas estão dispostas a sair da zona de conforto por causa de animais. Pesquise sobre quanta resistência houve durante o período de abolição da escravidão humana no mundo todo e tente transferir essa oposição vezes 10 para a abolição da escravidão animal.

O lado bom nessa história é que você não está sozinha/o. O relatório do Google Trends revela que o interesse e a curiosidade pelo veganismo aumentaram significativamente entre 2004 e 2013. Só na Alemanha o veganismo cresceu 800% em 3 anos.




Pensando nessas adversidades e nas dificuldades que todos nós veganos passamos ou iremos passar em determinadas situações, darei algumas dicas que podem ajudar quem está entrando nessa nova jornada. É claro que depois que nos adaptamos, fica tudo mais fácil. Não sou a dona da verdade e talvez eu não tenha as melhores dicas, mas meus 14 anos como vegetariana e 8 como vegana já me renderam boas experiências.

A ideia é conseguir fazer um guia para iniciantes que aborde as questões: 1. Como lidar com família não-vegetariana; 2. Lidando com piadinhas carnistas; 3. Almoçando fora de casa; 4. Veganismo em viagens; 5. Parceiro/a não é adepto/a do veganismo; 6. Como evitar as deficiências nutricionais. 

Hoje o post aborda os 2 primeiros itens.

1. Lidando com mãe e pai não-vegetarianos


Tell Your Parents You Want to Be a Vegan or Vegetarian Step 7.jpg


- Seus pais não abrem mão das carnes e derivados animais e você depende deles financeiramente?

A primeira coisa a ser feita é ter uma conversa aberta sobre quais foram as suas motivações e porque se tornar vegano/vegetariano é tão importante para você. Depois que eles conseguiram entender o seu ponto, tente reunir artigos científicos sobre nutrição, palestras de nutricionistas e livros que mostrem a viabilidade da dieta vegana para que se desmitifique qualquer ideia de que veganos terão deficiências nutricionais. Sabemos que é perfeitamente possível suprir todos os nutrientes que precisamos tendo uma dieta livre de animais, mas seus pais muitas vezes querem comprovar que esse fato procede através de profissionais. Se puder levá-los a algum nutricionista/nutrólogo, melhor. Neste post eu tentei incluir todos os links e artigos interessantes sobre a alimentação vegana: http://belezavegan.blogspot.com.br/p/links-uteis-sobre-nutricao.html

Obs: sou extremamente sortuda de ter conseguido convencer meus pais a se tornarem vegetarianos e foi numa dessas conversas sobre nutrição que eles perceberam que carne não era necessário e que poderiam ser saudáveis sem carne.

- Como adequar seu almoço/jantar com o servido pela família?

Talvez o almoço servido na sua casa contenha apenas arroz e salada livres de qualquer ingrediente animal. Existe a possibilidade do feijão conter bacon ou caldo de carne, do purê de batata conter leite ou manteiga e do macarrão conter ovos na massa. Por isso, tente negociar. Se antes eles gastavam dinheiro no supermercado comprando carnes para você, peça para transferir essa quantia para carnes vegetais, grãos, hambúrgueres veganos etc; trocar leite de vaca pelo de soja; a massa com ovos por uma grano duro; os queijos pelo tofu; produtos de higiene testados em animais por produtos que não são testados; e incluir mais legumes e frutas para você. Se reclamarem que a compra ficou mais cara, invista menos em industrializados e procure comer mais legumes, grãos, cereais, verduras e frutas, além de tentar fazer você mesmo receitas em casa. Dessa forma, a compra vai ficar até mais barata. É só pesquisar o preço do kg de picanha para ver que dá pra comprar muitas coisas com o dinheiro que se gastaria com ela.


- E o que comer quando fazem churrasco/feijoada?

Antigamente eu acabava comendo arroz com vinagrete, mas você pode ser mais inteligente que eu e fazer a sua própria comida. Sim, veganos precisam aprender a cozinhar se não quiserem passar fome. Além disso, na minha opinião, não é nada interessante para o veganismo mostrar que somos "ETs", comendo alface com arroz enquanto todos se divertem comendo churrasco. Vai todo mundo achar que veganos comem arroz com alface todos os dias. É importante sermos exemplos positivos do veganismo. Não acho que devemos agir de forma a afastar as pessoas. E cá entre nós, comer arroz com vinagrete enquanto todos enchem a pança com churrasco não é uma boa forma de atrair as pessoas para o veganismo, muito pelo contrário. Se for pra fazer papel de bobo na frente de todo mundo, o melhor é não ir. Essa é a minha opinião!

Portanto, a não ser que seus pais cozinhem comidas veganas exclusivamente para você, o melhor é ir pra cozinha e fazer sua própria comida. Uma alternativa é negociar: pedir para fazer o seu feijão separado e não colocar manteiga e bacon na farinha, por exemplo.
Mais dicas de "churrascos" sem carne: http://belezavegan.blogspot.com.br/2013/08/fui-convidada-para-um-churrasco-e-agora.html

Receitas veganas:
http://www.cantinhovegetariano.com.br/
http://presuntovegetariano.com.br/receitas/
http://chubbyvegan.net/blog/
http://www.menuvegano.com.br/

2. Lidando com piadinhas carnistas 




- Você adora seus amigos, mas como ouvir calado alguém dizer (ou escrever) "bacon" quando vê um vídeo de porquinho? Como reagir quando alguém te provoca?

Se os seus amigos/familiares realmente forem amigos, eles irão compreender o motivo da sua escolha. No início é normal fazerem piadas infames com o motivo do seu veganismo. Fazer piadas com o sofrimento alheio não é nada legal, portanto é preciso mostrar seu ponto de vista. Se as piadas persistirem e de forma mais veemente, vale a pena rebater com argumentos válidos ou até devolver a piada de forma irônica. Discutir veganismo é tão polêmico quanto discutir religião e política, mas é algo que precisa ser feito e de forma saudável! Dependendo da pessoa, há grandes chances da discussão partir para uma briga. Por isso, pense se vale a pena discutir com essa pessoa e caso decida que sim, pense em bons argumentos antes de entrar em discussões. Treine antes como rebater argumentos de carnistas desonestos para você não correr o risco de ficar sem resposta. É super fácil guardar as respostas de cabeça, afinal os argumentos dos anti-veganos são sempre os mesmos ("plantas sentem dor", "se o leão faz por que eu não posso fazer?", "e as proteínas?" blablablá). Eu acho super divertido ver um anti-vegano se achando no início da conversa e 5 min depois ficando nervosinho por não saber o que responder num debate por um vegano. Mas essa questão é muito pessoal e depende da sua personalidade. Tem gente que prefere não discutir com ninguém.

Se perceber que a pessoa não está entendendo o seu ponto ou está sendo desonesta, só querendo mesmo te zoar e ganhar a discussão, o melhor é não discutir, ou discutir de forma menos agressiva e mais descontraída, se é que isso pode ser possível. Chega uma hora que a discussão pode ficar extremamente desagradável, com clima pesado e nesse caso, render discussão é pura perda de tempo.

Dicas de respostas prontas para os questionamentos que quase todo vegano já ouviu: http://belezavegan.blogspot.com.br/p/blog-page_5.html

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

7 formas de intensificar a cor das sombras

Já se deparou com uma sombra de cor linda mas com pigmentação meh? Neste post eu mostrarei vários artifícios que podem intensificar as cores de sombras, tornando-as mais vibrantes.

Para demonstrar, usei as sombras "Screaming Purple" da The All Natural Face e a sombra marrom taupe (3ª da esquerda para a direita) da paletinha Brownstone da Elf (resenha aqui) sobre bases diferentes. Veja como as cores ficam mais intensas:

Screaming Purple da TANF

sombra marrom da paleta Brownstone da Elf

O que pode ajudar:

Primer | lápis branco | lápis preto | Pixie Epoxy | corretivo | sombras cremosas

1. Pincel umedecido com água, gel puro de aloe vera ou glicerina vegetal
Basta molhar o pincel e retirar o excesso. Depois é só aplicar o pincel na sombra para "pegar produto" e pressionar sobre a pálpebra sem esfregar. Expliquei aqui que dá certo para delineadores em pó também.

2. Primer
Geralmente um bom primer consegue potencializar a cor da sombra, além, é claro de aumentar a durabilidade. Tenho usado ultimamente o mineral da Elf e o da The All Natural Face. Adoro os 2.

3. Lápis branco cremoso
O lápis precisa ser cremoso e tende a deixar um fundo mais claro. Fica melhor com sombras claras. Esse jumbo/Diva Stix da TANF eu preciso esquentar no dedo para espalhar bem.

4. Lápis preto cremoso
Funciona bem para escurecer e deixar um fundo escuro nas sombras. Os lápis também aumentam a fixação e a duração das sombras. Quanto mais cremoso e pigmentado, melhor. Usei o da Alva.

5. Pixie Epoxy
Esse produto sensacional é da marca vegana Fyrinnae. Ele é meio chatinho de usar, mas não tem como não se apaixonar por ele. Ele deixa qualquer sombra super pigmentada e com acabamento metálico. O inconveniente mesmo é que ele atrapalha a esfumar a sombra.




6. Sombra cremosa
Escolha uma sombra cremosa com cor semelhante a da sombra em pó. Algumas funcionam também como primer, como as bases da NYX ou as sombras cremosas da Elf.

7. Corretivo
Geralmente eu uso corretivo em último caso, quando não tenho primer em mãos. Ele aumenta a fixação e a pigmentação da sombra, mas dependendo do corretivo, pode acumular nas dobrinhas da pálpebra.



Dica: primers e fixadores de sombras são amigos! Não costumo usar sombra sem algum deles. Por melhor que a sombra seja, sair com sombra sem primer é pedir pra sombra acumular nas dobrinhas. Sem contar na duração que diminui bastante!

Para todos esses artifícios, recomendo NÃO aplicar no côncavo. É a região que costumamos esfumar a sombra e como a função é potencializar a cor, ele vai deixar o esfumado mais escuro e mais concentrado do que deveria, e a ideia do esfumado é justamente uma passagem de cor mais apagada. Se for passar o primer na pálpebra inteira o ideal é passar uma sombra clara ou um pó em cima para o esfumado deslizar melhor.

Opções veganas nacionais:- primer fix da Tracta/Farmaervas
- sombras cremosas da Phebo
- potencializador de sombra/glitter da Catharine Hill
- lápis superpreto da Contém 1g
- Primer de olhos da Contém 1g (o primer fix contém lanolina!)
- lápis bege Duda Molinos (mas não é muito cremoso)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Dica: lavar pincéis com sabonete em barra


Essa é uma dica que pode parecer boba, mas eu só descobri há pouco tempo, depois que um shampoo que eu usava para lavar meus pincéis acabou. Experimentei usar um sabonete em barra e, não só achei que a limpeza foi muito mais eficiente, como, para minha surpresa, as cerdas continuaram macias depois de secas.

A recomendação que ouvimos por aí é de lavar os pincéis com shampoos infantis e depois usar um condicionador. No entanto, esses cuidados se aplicam à pincéis de cerdas de pelos de bichos, já que elas podem ficar arrepiadas. Uma das inúmeras vantagens de se usar pincéis de cerdas sintéticas é que não há muita frescura na hora de lavá-los. Dessa forma, usando um sabonete em barra, você não só economiza tempo, como dinheiro. Não sei se acontece como vocês, mas eu sempre acabo usando uma quantidade grande de sabonete líquido ou shampoo para lavar um pincel pequeno e mesmo assim acabo tendo que repetir o processo. Com um sabonete em barra, só uso a quantidade necessária.

Percebi que conseguia lavar bem mais rápido ao passar as cerdas no sabonete, "trabalhando" o pincel na barra (ao invés de esfregar na palma da mão) até que ficassem limpinhos. Geralmente eu demoro uma eternidade para lavar pincéis de batom. Mas no caso do sabonete em barra, foi rapidinho!

Aqui eu fiz um post com várias marcas de sabonetes veganos em barra. Eu achei que os sabonetes glicerinados não são tão bons como os sabonetes adstringentes ou os com óleos vegetais.

Outra dica: depois de lavar eu gosto de deixar uns 10 minutos no sol para secar e evitar fungos.


Alguém já usava esse método ou eu fui a última a perceber? :)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resoluções para 2014

Sei que isso pode soar um clichê meio ridículo, mas penso que uma lista de resoluções pode ser inspirador para algumas pessoas, principalmente quando percebemos que temos vários pontos a melhorar. Fazer listinhas do que podemos cumprir é bom porque, apesar da informalidade, funciona como um comprometimento pessoal.


1. Apadrinhar animais


Escolha uma ONG de confiança da sua cidade e faça doações mensais com qualquer valor que sentir confortável financeiramente. Caso ainda não tenha condições, é possível ir à ONG uma vez por semana, brincar com os animais, dar um passeio com os peludos, ajudar a dar banho, doar medicamentos e brinquedos etc. É possível também ser voluntário em feiras de adoção, mas eu, pessoalmente, fico um pouco incomodada de ver o cachorro mais gente boa do mundo ser adotado por alguém que foi à feira a procura de um cão de raça. Tem que saber lidar com essas pessoas. Existem também ONGs que ajudam cavalos resgatados de carroceiros, animais silvestres e animais resgatados de abatedouros. Exemplos de algumas das ONGs: Natal Animal, Chicote Nunca Mais, Cão Viver, Asas e Amigos.


2. Consumo mais consciente


Muitas vezes compramos coisas que não precisamos e que não serão úteis nem a longo prazo, movidos apenas pelo impulso do momento. Quando nos damos conta, essas coisas vão parar no fundo da gaveta e ficarão esquecidas eternamente. O perigo é quando associamos o ato de comprar com alívio de uma frustração e o sonho de uma viagem ou a compra de uma casa, por exemplo, ficam mais distantes. Sem contar que cada vez que compramos algo inútil, estamos contribuindo para o excesso de resíduos e impactos ambientais com matérias-primas. É claro que eu não vou ser hipócrita de dizer que só comprarei o necessário e cortarei todos os supérfluos... somos seres humanos e temos diversas fraquezas. Alguns produtos realmente nos fazem sentir melhores. Quem sou eu para dizer a alguém que não compre algo. Mas vamos pensar 20 vezes antes de comprar e nos perguntar se precisamos mesmo daquilo ou se é só uma vontade passageira. Tente se segurar e comprar uns 2 dias depois de pensar bem. Vamos tentar valorizar mais o que já temos e fazer escolhas mais conscientes. Além disso, sempre que possível, é bom esvaziar as gavetas e fazer doações. Menos é mais.



3. Priorizar empresas éticas/veganas/vegetarianas



Essa provavelmente não seria uma resolução de 10 anos atrás. No entanto, atualmente surgem cada vez mais empresas preocupadas com o meio ambiente e com os animais que não tem mais desculpa. Descobri há pouco tempo várias lojinhas e empresas veganas no Brasil, não só marcas e lojas físicas, como lojas virtuais que entregam em todo o Brasil. Por que não valorizar e prestigiar lojas e empresas veganas ao invés de comprar de grandes empresas que lucram cada vez mais às custas da exploração de animais (humanos e não humanos)?


4. Priorizar os orgânicos



Não é bizarro se deparar com frutas cobertas por uma película esbranquiçada de agrotóxico? Recentemente uma pesquisa da Anvisa revelou que no Brasil alguns alimentos possuem mais agrotóxicos que o limite permitido para saúde humana. Acho que eu nem preciso citar os malefícios dos agrotóxicos à saúde e ao meio ambiente. Infelizmente os produtos orgânicos com certificado ainda não recebem subsídios do governo brasileiro (como ocorre na Europa, por exemplo) e o preço acaba pesando no bolso. A solução mais barata é comprar os alimentos críticos que possuem agrotóxicos muito acima do permitido como pimentão, cenoura, morango, pepino, alface, tomate, abacaxi etc. com certificado orgânico e comprar em feiras orgânicas. Veja a lista de feiras orgânicas em sua cidade aqui. Ter uma hortinha em casa também vale a pena.


5. Educar pessoas 


A única maneira de salvarmos os animais (objetivo do veganismo) é aumentando cada vez mais o número de veganos. Mas como aumentar o número de veganos? Educando! Ninguém nasce vegano ou carnista. Ninguém nasce achando que cachorro de raça tem valor, que vira-lata é lixo, que porco e boi são comida, que cavalo é pra puxar carroça, que gato é fofinho e animal de companhia... isso tudo é ensinado! Se somos ensinados a não sermos veganos, podemos ser ensinados a sermos veganos.

Se o objetivo do veganismo for limpar a consciência de cada um apenas, seja vegano e ponto final. Se o objetivo for salvar animais, vire vegano e eduque as pessoas com quem você convive! Educar não significa necessariamente ativismo em avenida, como o Veddas faz (nada contra, diga-se). Educar pode ser conversar com as pessoas da família, amigos e conhecidos. A única coisa que um vegano não deve fazer é ficar calado achando que veganismo é mera opção individual, cada um na sua, e contanto que você esteja fazendo a sua parte, tudo bem.

Resolução pra 2014: sair do mundinho particular, parar de ter vergonha, de não querer incomodar e educar mais as pessoas.

6. Evitar calorias vazias (açúcar e frituras)


Esse ano eu engordei um pouquinho por pura fanfarronice. Venho percebendo que sou viciada em açúcar. Lendo a respeito, encontrei algumas pesquisas como essa, que sugerem que alimentos ricos em açúcar e frituras causam efeito similar ao da cocaína no cérebro. A melhor forma de evitar esse vício é diminuir aos poucos. O paladar se adapta com o tempo, mas o organismo às vezes parece exigir! Como eu odeio o gosto de adoçante, prefiro não adoçar sucos, chás e café. Depois do almoço, procuro comer tâmaras, frutas secas, sorbets e chocolates sem açúcar. O grande desafio é tentar exorcizar essa pessoa que mora dentro de mim e aparece de tempos em tempos com uma vontade alucinante de atacar batata frita, sorvetes e chocolate!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Receita DIY: Spray anti-frizz vegano


Essa época de chuva é terrível para deixar o cabelo à la Capitão Caverna style! Os óleos vegetais podem tirar o frizz de certos cabelos, mas comigo qualquer gotinha de óleo usada nas pontas deixa o cabelo todo ensebado, parecendo que eu fritei batata o dia inteiro, mesmo tendo o cabelo ressecado na metade para baixo.

A forma que eu encontrei para diminuir o frizz de maneira totalmente natural, sem silicone e sem engordurar foi usar óleo vegetal puro diluído no cabelo. Segue a receita:

- 8 partes de água filtrada (ou a proporção que funcionar melhor para o seu tipo de cabelo)
- 1 parte de óleo puro (ex.: argan, jojoba, abacate, pracaxi, azeite, linhaça etc)
- gotinhas de óleo essencial de lavanda ou perfume para neutralizar o cheiro de óleo.
- 1 garrafinha com tampa de spray (se for de cor âmbar, melhor)

Agitar bem sempre antes de usar. Manter fora da luz solar.
Dou umas borrifadas no cabelo inteiro (seco ou molhado) antes de sair de casa ou sempre que achar necessário. O cabelo fica mais macio e brilhoso, as pontas ficam seladas e o frizz diminui muito!


Na minha mistura eu usei óleo de pracaxi e argan da Cativa (que infelizmente não funcionou como finalizador pra mim, tanto pelo cheiro que é uó, quanto por deixar oleoso demais), óleo de abacate da Força da Terra e gotinhas de óleo essencial de lavanda.